O júri popular do caso de feminicídio que estarreceu a população da cidade em 10 de março de 2019, se tornou um fato histórico para a justiça de Corumbá como o primeiro julgamento transmitido ao vivo pela internet, na tarde desta quarta-feira (21), através do canal do Tribunal do Júri de Corumbá no You Tube. A transmissão durou mais de 6 horas e alcançou mais 16.864 mil visualizações. A iniciativa foi muito bastante elogiada nos comentários, já que as regras de distanciamento social continuam valendo devido a pandemia da Covid-19.
Na lista de comentários, todos clamavam por justiça e assistiram Edevaldo Costa Leite, 32 anos, réu confesso do assassinato da professora Nádia Sol, ser condenado a 22 anos de prisão em regime fechado.
Na sala do Tribunal do Júri haviam poucas pessoas presencialmente: o juiz do caso André Luiz Monteiro, da primeira Vara Criminal de Corumbá; o representante da acusação, promotor Rodrigo Correa Amaro, da 3ª Promotoria de Justiça de Corumbá; o advogado de defesa, Nivaldo Paes Rodrigues; familiares de Nádia e de Edevaldo e mais sete pessoas, três homens e quatro mulheres, sorteados para compor o júri popular.
Edevaldo permaneceu na sala por pouco tempo, assim que encerrou seu depoimento foi retirado para aguardar em outro local. Ele depôs, porém se recusou a responder perguntas da promotoria. Sobre o crime, afirmou que a vítima havia feito dívidas em seu nome e que não lembrava dos fatos daquele 10 de março, usando como justificativa o fato de ser espírita
A promotoria não poupou agravantes ao caso, acusou Edevaldo de homicídio qualificado com características de crueldade, emboscada, motivo torpe e feminicídio. Para o promotor Rodrigo Correa, o autor não deu chance de defesa a vítima, que foi surpreendida assim que chegou em casa. A acusação afirmou ainda que Nádia havia recebido 38 facadas e não 36 como consta no inquérito.

A defesa do autor, desempenhada pelo advogado Nivaldo Paes Rodrigues, que já havia declaro ao Capital do Pantanal a consciência de que o caso era de extrema dificuldade, adotou a linha de que a investigação da Polícia Civil não foi bem feita. Alegou falhas como o não recolhimento dos celulares, tanto do autor quanto da vítima, que poderiam revelar mais detalhes sobre as últimas conversas entre os dois, para a defesa, o cliente foi prejudicado pela investigação.
Duas testemunhas foram ouvidas, um jovem vizinho de Nádia na vila onde morava e que teria visto o crime e o ex-delegado da Polícia Civil, Fernando Araújo, que depôs por vídeo conferência.
Ao final de todos os depoimentos, o juiz do tribunal chamou Edevaldo de volta à sala para proferir a sentença, que não foi a máxima de 30 anos prevista em Lei. Mesmo com todos os agravantes apresentados, o autor recebeu pena de 22 anos em regime fechado. Para a defesa, “22 anos foi uma pena justa”, disse Nivaldo Paes, que enxerga chances do cliente mais a frente conseguir direito ao semiaberto.
A família de Nádia, em comoção total, saiu aliviada e com sentimento de que a justiça foi feita no tribunal.
Clique para assistir o julgamento na íntegra.
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