Menu
quinta, 21 de outubro de 2021
Andorinha - Setembro e Outubro
Andorinha - Outubro e Novembro - MOBILE
Geral

Escolas particulares perdem um terço das matrículas na pandemia

01 maio 2021 - 12h16Agência Brasil

As escolas particulares perderam, com a pandemia, cerca de um terço das matrículas em todo o país, de acordo com relatório produzido pelo Grupo Rabbit, consultoria de gestão escolar. As instituições mais afetadas foram as de pequeno e médio porte, com até 180 alunos. https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1408372&o=node https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1408372&o=node

A estimativa é baseada nos dados do Censo Escolar de 2018 e em pesquisa feita com mais de 1,2 mil escolas em todo o Brasil entre setembro de 2020 e março de 2021. Ao todo, estima-se que 2,7 milhões de estudantes tenham deixado as escolas privadas, o que representa 34% dos alunos dessas instituições de ensino. 

As escolas mais afetadas foram aquelas de pequeno e médio porte, com até 180 alunos, que compõem a maior fatia do mercado. Elas chegaram a perder de 38% a 41% de suas matrículas, respectivamente, de acordo com o relatório. Já aquelas com mais de 550 alunos foram proporcionalmente menos prejudicadas, conseguindo reter cerca de 80% das matrículas. 

A estimativa é que cerca de um terço dos estudantes que deixaram as instituições particulares tenha migrado para escolas públicas. Outros dois terços permanecem sem perspectiva de estudo, sendo a maioria, mais jovem.

"A pandemia foi acachapante para todos setores produtivos", disse o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Ademar Batista. "Acredito que houve uma perda de alunos, a crise é grande, as pessoas estão com dificuldade de pagar". 

Segundo Batista, no entanto, a Fenep acredita que as perdas foram menores do que a estimada no levantamento. Ele afirma que só se saberá ao certo quantos estudantes deixaram as escolas particulares com os dados do Censo Escolar 2020 e 2021. Segundo o presidente da Fenep, muitas das famílias, com a suspensão das aulas presenciais, sobretudo na educação infantil, retiraram as crianças das escolas particulares. Esses estudantes devem retornar, quando a situação melhorar. 

"No ano passado, as escolas tiveram mais dificuldade, mas se estruturaram, se adaptaram, fizeram formações, contrataram plataformas [para ensino online]. Temos um protocolo seguro. As escolas estão estruturadas e os alunos estão aprendendo", diz, Batista. 

Retomada

O relatório mostra ainda que, desde o início deste ano, a procura por colégios particulares cresceu 88%. Essa busca, no entanto, ainda aquém do registrado no cenário pré-pandêmico. De acordo com a consultoria, a procura agora é maior por escolas menores por fatores socioeconômicos, que fizeram com que muitas famílias reduzissem a renda na pandemia e por essas escolas serem mais acessíveis.

Enquanto colégios com mais de 500 alunos chegaram a um crescimento de 16%, as escolas com até 150 estudantes tiveram o dobro de crescimento da matrícula desde setembro do ano passado.

"Hoje, as escolas todas, inclusive as de educação infantil, se prepararam, seguindo os protocolos estaduais e municipais de saúde", ressaltou o vice-presidente da Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei), Frederico Venturini. O ensino infantil perdeu muitas matrículas, segundo ele, pela dificuldade de se adaptar ao ensino remoto. As crianças, nessa etapa, têm até 5 anos de idade e o ensino é voltado para a convivência e para o brincar. 

"Foi um erro do país inteiro deixar as crianças afastadas da escola. O que estamos vendo agora é uma conscientização maior, inclusive das famílias, da necessidade desses alunos retornarem ao ambiente escolar", defende, Venturini. De acordo com ele, as escolas estão usando estratégias como aulas em espaços externos para reduzir o risco de contágio pelo coronavírus, além do uso de máscaras, do distanciamento, da higienização e ensino híbrido - mesclando aulas presenciais e ensino remoto. 

A inclusão de professores e trabalhadores em educação como grupo prioritário na vacinação é também um fator que anima o setor. Essa é uma das demandas de educadores e funcionários do setor público e privado para um retorno mais seguro às salas de aula.

 

 

Deixe seu Comentário

Leia Também

Oportunidade
Inscrições abertas para concurso público de procurador do Estado, com salário de R$ 25 mil
Agenda Política
Presidente Regional do Democracia Cristã visita cidades do interior de MS
Retomada da Economia
Setor de bares e restaurantes aumenta as contratações e retoma movimento
246 quilos de cocaína
Dracco assume investigação da queda do helicóptero do tráfico em Ponta Porã
Dois brasileiros foram presos
Denunciado por participação no roubo de aeronaves em Aquidauana é preso na Bolívia
Imunização
Veja quem pode se vacinar contra Covid em Corumbá nesta quinta e sexta
Corumbá
Casal é levado para delegacia após bebedeira e briga
Recurso
Vereador questiona uso do duodécimo do legislativo repassado para Santa Casa em 2020
Controle de dados
Sistema de cadastro aos imigrantes vai subsidiar programas e ações do governo
Tempo
Quinta ensolarada e quente em Mato Grosso do Sul

Mais Lidas

Qualificação
Ministério da Educação anuncia formação para professores da educação infantil
Previsão Meteorológica
Tempo fica firme, mas nova frente fria promete mais chuva para o final de semana
Acidente de Trânsito
Mulher sofre fratura na perna em queda acidental de moto
Destaque
Vereador pede fim do toque de recolher e do uso de máscara em ambientes abertos