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Árvores nativas voltam a dar frutos no Pantanal após queimadas

09 fevereiro 2021 - 11h02Ligia Nogueira - Colaboração para ECOA

Árvores nativas do Pantanal, como acuri, canjiqueira, jatobá, bocaiuva, jenipapo, figueira e marmelada, já voltaram a dar frutos na maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do país, a RPPN Sesc Pantanal, em Mato Grosso. Essas espécies produzem alimento para araras, queixadas e antas, que agora voltam a encontrar fontes naturais de sobrevivência na região. Os primeiros sinais de recuperação na unidade de conservação, que teve 93% da área atingida pelo fogo recentemente, deixam pesquisadores otimistas, mas cautelosos diante dos impactos em longo prazo dos incêndios sobre o bioma.

Um dos locais mais gravemente atingidos pelo fogo na reserva do Sesc Pantanal foi a área com acuris, mas a espécie surpreendeu os pesquisadores e, após quatro meses, já volta a dar seus primeiros frutos. A expectativa inicial era que a nova safra de frutos ocorresse somente um ano após os incêndios.

Segundo a bióloga e pesquisadora do Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS) Gabriela Schuck, esse é o resultado da ação efetiva do combate ao fogo na Reserva. O crescimento da vegetação e o surgimento das frutas, porém, não significa que a área recuperou o estado anterior ao fogo, afirma a pesquisadora. Ainda é preciso monitorar como a situação vai evoluir. Monitoramento "Como estamos em um cenário de unidade de conservação, qualquer tipo de intervenção humana deve ser mínima ou evitada. Acreditamos que devemos deixar a recuperação vir no seu tempo, sem investimentos de interferência física", diz à coluna o coordenador do Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS) Luiz Flamarion.

Monitoramento

"Como estamos em um cenário de unidade de conservação, qualquer tipo de intervenção humana deve ser mínima ou evitada. Acreditamos que devemos deixar a recuperação vir no seu tempo, sem investimentos de interferência física", diz à coluna o coordenador do Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS) Luiz Flamarion Barbosa de Oliveira. Para Oliveira, o ideal é monitorar os processos de regeneração. "Nesse contexto investir em avaliação do tamanho de populações de diversos grupos da fauna (anfíbios, répteis, aves, mamíferos), é muito desejável. Utilizando métodos que considerem frequências, densidades e relações com o mosaico em recuperação." Cristina Cuiabália, gerente .

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