Liga decidiu cancelar a gestão compartilhada do Arthur Marinho, e com isso o Corumbaense deixaria de cumprir exigências de mando de campo no estadual.
(Foto: Google)
A participação do Corumbaense no Campeonato Estadual de 2026, com inicio previsto para 18 de janeiro, está ameaçada por um impasse que envolve a LEC (Liga de Esportes de Corumbá), o Corumbaense e a Prefeitura Municipal. A Liga decidiu romper o acordo de gestão compartilhada do Estádio Arthur Marinho, firmado com a prefeitura desde 2023.
O contrato que dava a administração do estádio para a prefeitura, por intermédio da Funec (Fundação de Esportes de Corumbá), tinha validade por dez anos, e com a suspensão, o caso deve tramitar na justiça para buscar uma solução. A Liga alega que o municíupio, ainda na gestão do ex-prefeito Marcelo Iunes, não cumpriu o combinado na manutenção do estádio.
De acordo com matéria veiculada no site Campo Grande News, a prefeitura alega dificuldades administrativas para fazer algumas intervenções no Arthur Marinho devido às ingerências do presidente da liga. “Até para trocar uma lâmpada tem que pedir autorização para ele”, cita a assessoria do gabinete.
O presidente da liga e representantes da prefeitura se reuniram na segunda-feira (1º), mas não houve avanço para entendimento. A liga é contra o uso do estádio para o futebol profissional. Para o presidente da liga, Ronaldo Vieira, a função principal do estádio é o esporte amador. E sem estádio, o Corumbaense deixa de cumprir exigências do campeonato em relação ao mando de campo.
Ronaldo alega que a gestão compartilhada não contempla a cedência do estádio para o clube, mas estaria aberto a um “acordo” desde que o Corumbaense assumisse a manutenção do equipamento durante o campeonato. Do outro lado, o clube mantém o posicionamento de que existe um convênio em vigor com a prefeitura, inclusive para uso das dependências do estádio para alojar os jogadores. Eles afirmam que estão tomando providências para garantir a liberação a tempo do campeonato.
O presidente do clube, João Luiz Ribeiro (Kiko) diz que a decisão do presidente da liga de suspender a gestão com a prefeitura não tem valor jurídico. “Temos a cedência do estádio, inclusive estamos contribuindo para adequar as instalações para obter os laudos técnico e de segurança, e vamos focar a preparação do time. Não foi uma decisão dos clubes filiados, nem assembleia houve. Estamos tranquilos quanto a isso”, completou.
Para a administração municipal, a decisão tomada exclusivamente pela liga põe em risco a gestão do estádio Arthur Marinho e interrompe o planejamento esportivo municipal. Para a prefeitura, a decisão concentra poder na liga, que não tem recursos financeiros para manter o estádio. *Informações do CG News
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