Hoje formado em Direito, Paulo Rogério diz que não pretende voltar a atuar na política.
(Foto: Arquivo Pessoal)
Após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manter parte das condenações por corrupção e associação criminosa no caso que em 2018 ficou conhecido em Ladário por “mensalinho”, o Capital do Pantanal conversou com o ex-vereador Paulo Rogério, um dos quatro julgados que teve parte dos recursos acolhidos pela justiça, sendo absolvido do crime de associação criminosa. Além de Paulo Rogério, também foram inocentados: Osvalmir Baguá, Pastora Lília e Agnaldo Magrela.
De acordo com a defesa de Paulo Rogério, já na 1ª instância, o juiz Dr. Idail de Toni Filho, o absolveu da acusação de receber o ‘mensalinho’. Permanecendo contra ele apenas a condenação por corrupção passiva, referente à suposta indicação de diretores de escolas em troca de apoio político.
Fora da política, Paulo Rogério se dedica ao Direito Penal e aos Direitos Humanos. Foto: Arquivo PessoalSete anos após o escândalo vir à tona, Paulo Rogério, que chegou a cumprir prisão, se declara inocente e vítima de uma injustiça judicial. Ele diz que não pretende retornar a política e que está se especializando em Direito Penal e Direitos Humanos para defender inocentes de condenações erradas. Paulo Rogério ingressou no curso de Direito após sair da prisão e hoje é formado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Ao Capital do Pantanal, Paulo Rogério destaca que a acusação alegava que ele votou contra a abertura da CPI da saúde, quando, na verdade, pediu e votou a favor, conforme registros nos autos. Ele foi absolvido por falta de provas tanto na primeira quanto na segunda instância, que reconheceram sua não participação em associação criminosa e ausência de recebimento de dinheiro ilegal.
Sobre acusação de corrupção passiva, de que ele havia se valido da indicação de diretores de escolas em troca de apoio político, Paulo Rogério também desmente. Ele diz que a acusação é infundada, pois tais cargos são preenchidos por servidores concursados nomeados pelo prefeito, sem interferência sua. “Eu nunca solicitei ou aceitei vantagens ilícitas e fui presidente da Câmara com contas aprovadas pelo Tribunal de Contas”, diz Paulo Rogério que afirma confiar na sua defesa e que continuará a utilizar os meios legais para provar sua inocência, reafirmando seu compromisso com Ladário, onde vive e trabalha há mais de 20 anos.
Paulo Rogério diz que durante o período em que esteve preso, estudou detalhadamente seu processo, a Constituição, o Código Penal e a Bíblia, encontrando erros processuais e acusações sem fundamento. Ele destaca a importância do direito ao contraditório para evitar condenações injustas.
Por fim, Paulo Rogério agradece o apoio de seu advogado criminalista, Dr. Nivaldo e diz que não pretende retornar à política, a menos que seja vontade de Deus. *Com a colaboração de Danielly Carvalho
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