Autoridades sul-mato-grossenses consideram exagerado o alerta dos EUA e reforçam que turismo segue seguro no Estado
(Foto: arquivo / Henrique Kawaminami)
O diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), Bruno Wendling, avaliou como exagerada a nota máxima de segurança divulgada na última sexta-feira (30) pela Embaixada dos Estados Unidos. O alerta abrange regiões fronteiriças do Brasil, entre elas cidades sul-mato-grossenses como Porto Murtinho, Ponta Porã, Bela Vista, Corumbá e Ladário.
“Não é a primeira vez que os Estados Unidos fazem esse tipo de alerta no Brasil. É um aviso de praxe, com um tom bem sensacionalista, que não me espanta vindo da atual gestão do governo norte-americano", comentou Bruno.
O informe norte-americano ressalta um aumento no risco de sequestros, roubos e crimes relacionados ao tráfico de entorpecentes, atingindo também destinos turísticos do Pantanal em Mato Grosso do Sul. No entanto, o dirigente da Fundtur reforça que o Estado está entre os mais seguros do país, sem histórico recente de incidentes envolvendo visitantes.
“Acabo de voltar dos Estados Unidos, onde participei de um evento de ecoturismo, e posso assegurar que a imagem do Mato Grosso do Sul, do Pantanal e de Bonito é muito positiva. As empresas norte-americanas que trabalham com o Pantanal são especializadas, conhecem bem nossa realidade e sabem qual é o tipo de destino”, destacou.
Bruno ainda enfatizou que as fazendas turísticas do Pantanal são “os lugares mais seguros do País”, e em Corumbá, onde são realizados cruzeiros de ecoturismo, não há relatos de problemas relacionados à segurança dos turistas.
“Vejo esse alerta como uma postura alarmista do governo norte-americano. Não me preocupa particularmente, mas precisamos contrapor informações irreais com dados concretos e verdadeiros. Nossa equipe já está trabalhando para fornecer essas informações a veículos importantes da imprensa nacional e internacional”, concluiu.
Em resposta à nota dos EUA, a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) divulgou um comunicado oficial repudiando a medida. Marcelo Freixo, presidente da Embratur, declarou que a classificação “reproduz uma imagem distorcida e ultrapassada” do Brasil.
No alerta emitido, o governo dos Estados Unidos recomenda que seus cidadãos redobrem a atenção ao visitarem o Brasil, citando riscos como assaltos, violência armada e sequestros-relâmpago.*Com informações do site Campo Grande News.
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