O macho Antã sofreu queimaduras de 3° grau, ficando com os ossos das patas expostos.
(Foto: Álvaro Rezede/Arquivo)
De acordo com informações divulgadas pelo Hospital Ayty, o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) realiza, nesta quarta-feira, 28 de agosto, manejo crucial para a recuperação das onças-pintadas Miranda e Antã, resgatadas recentemente no Pantanal. Ambas as onças têm apresentado sinais de melhora após o tratamento intensivo que recebem desde que foram encontradas com ferimentos graves nas patas, causados pelos devastadores incêndios na região.
Miranda, a fêmea, mostra uma evolução encorajadora em seus ferimentos, com as queimaduras nas patas cicatrizando bem. Já Antã, o macho, que chegou em estado mais debilitado, também está progredindo, embora ainda necessite de medicação constante devido às lesões de terceiro grau que sofreu, com os ossos das patas expostos. Ele permanece sob vigilância rigorosa, enquanto sua recuperação avança lentamente.
Esses animais, símbolos de força e liberdade, agora lutam pela sobrevivência, abrigados nas instalações do CRAS. Além das onças, outros animais resgatados das áreas afetadas pelo fogo também estão sob cuidados intensivos. Filhotes de gatos-palheiros, veados e lobinhos, embora não apresentem problemas de saúde visíveis, estão em risco devido à sua idade, o que torna o processo de reabilitação mais delicado e prolongado.
Alimentação
A alimentação tem sido uma parte vital do tratamento. Miranda e Antã recebem diariamente cerca de 13 kg de carne bovina e de frango, e em breve começarão a receber peixe em suas dietas. Antã consome entre 5 kg e 8 kg por dia, enquanto Miranda ingere de 3 kg a 5 kg.
Na natureza, as onças-pintadas não se alimentam todos os dias, mas em uma semana podem consumir entre 35 kg e 40 kg de carne após uma caçada bem-sucedida. Quando foram resgatados, ambos estavam visivelmente desnutridos, provavelmente devido à falta de alimento na área destruída pelo fogo.
O resgate de Antã, que ocorreu na região do Passo do Lontra, foi um momento de esperança . O tratamento das feridas nas patas é fundamental para garantir que esses felinos possam retornar ao seu habitat natural com segurança. Segundo especialistas, as lesões nas patas comprometem a mobilidade, impactando diretamente a capacidade de caça e de fuga – habilidades essenciais para a sobrevivência das onças na natureza.
"Nosso objetivo é devolver esses animais à natureza o mais rápido possível, para que possam continuar suas vidas onde foram encontrados," afirma Aline Duarte, Gestora do CRAS.
Os resgates de Miranda e Antã foram possíveis graças ao esforço conjunto do Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap), com apoio da Polícia Militar Ambiental (PMA) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Essas ações integram a Operação Pantanal 2024, uma iniciativa que une forças na preservação da fauna local e na mitigação dos impactos dos incêndios que continuam a atingir o Pantanal.
"A luta pela recuperação de Miranda e Antã é um lembrete da resiliência da natureza, mas também da fragilidade da vida selvagem. A esperança é que, em breve, esses felinos possam voltar a caminhar livremente pelo Pantanal", comentou André Borges.
*Informações do Imasul
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Leia Também
Exército realiza programação especial em Corumbá em homenagem ao Dia do Soldado
Corumbá terá fim de semana ensolarado e sem previsão de chuva
Movimento de capoeira trava coluna de professor na Praça do Cravo
Caminhão-baú sai da pista e tomba em ribanceira de 10 metros na BR-262
Sexta-feira com amanhecer ameno e elevação gradual de temperatura em Corumbá e Ladário
Como o Copy Trading com Robôs Pode Simplificar Sua Jornada no Trading
Quinta-feira amanhece gelada em Corumbá e Ladário
Prazo para voto em trânsito termina nesta quinta em MS
Guarda Civil de Corumbá vence Campeonato Brasileiro de Fisiculturismo