O vento forte tem devolvido incêndios em locais já queimados anteriormente.
(Foto: CBMS)
De acordo com o último relatório divulgado pelos Bombeiros, todas as regiões de combate no Pantanal têm sofrido influência direta da ação dos ventos, com fortes rajadas de até 30km/h. Vários pontos que á haviam sido queimados em dias anteriores sofreram reignição devido à combinação climática desfavorável somada à vegetação presente no local.
No momento, existem seis áreas com fogo ativo no Pantanal: ao norte de Corumbá, nas regiões do Porto Sucuri e do Paraguai Mirim; a sudeste de Corumbá, nas regiões do Pantanal do Nabileque (próximo ao Buraco das Piranhas), Nhecolândia (próximo ao Rio Taquari), Rio Abobral e Porto Rabicho.
No Porto Sucuri, os focos de incêndio foram controlados pelas duas Guarnições de Combate à incêndio florestal que atuam no local. Os incêndios estão inativos no momento. Durante todo o sábado, 06 de julho, as equipes realizaram monitoramento por terra, rio e com uso de drone, além de auxiliar a comunidade local no reforço das linhas de defesa. Após verificação, não foram detectados vestígios de fumaça ou fogo, porém as equipes seguem em vigilância contínua para prevenir possível reignição dos focos devido às condições climáticas e à incidência de fortes ventos na região.
Na região do Paraguai Mirim, próximo ao Rio Paraguai, as equipes conseguiram combater as frentes de incêndio ativas na madrugada de sábado (06), e seguiram realizando rescaldo e monitoramento da área. Durante o domingo, 07 de julho, foram feitas atividades de orientação e realização da abertura de linhas de defesa para manter o controle do foco remanescente que se encontra dentro da área isolada nas margens do Rio Paraguai. As equipes seguem monitorando a área.
Na região do Pantanal do Nabileque, próximo ao Buraco das Piranhas, um foco de incêndio perdura desde o dia 22 de junho. As chamas foram controladas por diversas vezes, porém sempre volta a se propagar devido às variações do vento.
Equipes no local, com militares do Corpo de Bombeiros e da Força Nacional, realizaram combate direto e indireto durante a madrugada deste domingo, 07 de julho. Durante o dia foi feito o rescaldo nos pontos quentes e as equipes se revezaram para realizar o monitoramento nas proximidades das rodovias MS 325 e BR 262. Após sobrevoo com o helicóptero da Marinha do Brasil, verificou-se que não há focos de incêndio ativos, apenas pontos com fumaça dentro da área queimada. As equipes seguem realizando vigilância em todo o perímetro, por se tratar de uma região sensível às mudanças climáticas e que sofre influência direta dos ventos. Nesse ponto, o objetivo principal, além de extinguir as chamas, é evitar que o foco de incêndio se aproxime do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro.
Na Nhecolândia, próximo ao Rio Taquari, Bombeiros afirmam que o foco de incêndio apresenta dois pontos isolados, sem risco de propagação pois se concentra dentro da linha de defesa. Já na área ao sul, a cerca de 20 km, um foco se aproximou da área de aterro, sendo necessário encaminhar equipes até o local para realizar o reconhecimento e a avaliação da área. Os militares seguem monitorando a região e traçando estratégias para um possível combate.
Combate direto tem sido a estratégia usada para reduzir a força do fogo. Foto: CBMSNa região do Rio Abobral, sobrevoo identificou pontos de fumaça dentro de uma área queimada, em local de difícil acesso. No domingo, 07 de julho, militares se deslocaram até o ponto específico e constataram que os focos ativos encontrados tratam-se de combustível lenhoso em brasa, concentrados em uma área queimada anteriormente, sem risco de propagação. Não foram observados outros pontos de fumaça na região além do foco de incêndio ilhado entre o Rio Paraguai e a área queimada que já havia sido verificado anteriormente e estava sendo monitorado. As equipes seguem em vigilância constante.
Na região do Porto Rabicho, equipe que se deslocou para o local para realizar reconhecimento da área e monitoramento dos focos, combateu dois pontos que foram possíveis acessar. A ação diminuiu expressivamente os focos no local. Helicóptero da Marinha do Brasil realizou sobrevoo na região, onde foram observados apenas alguns pontos de fumaça concentrados dentro da área queimada. Toda a região segue em constante vigilância para que não haja reignição dos focos.
Condições climáticas
O vento segue predominantemente na direção sul, podendo apresentar fortes rajadas de até 30 km/h, o que requer atenção redobrada por parte das equipes. Há previsão de queda na temperatura para os próximos dias, e há possibilidade de pequenas precipitações de chuva a partir desta segunda-feira, 08 de julho.
Operação Pantanal 2024
Além do Corpo de Bombeiros, a operação conta com o apoio efetivo de 64 militares da Força Nacional, além de militares das Forças Armadas (Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira), da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, e 233 agentes do IBAMA, ICMBio e brigadistas do PrevFogo. São 15 bases avançadas estabelecidas em pontos estratégicos no entorno da cidade de Corumbá (MS). As equipes que compõem essas bases estão empenhadas em atividades de combate a incêndio florestal, vigilância e monitoramento das diversas áreas, condução de viaturas e embarcações, manutenção de materiais e equipamentos, entre outras atividades operacionais.
A frota empenhada atualmente na Operação Pantanal 2024 está composta por cinco aeronaves Air Tractor, sendo um do CBMMS e outras quatro do ICMBio, dois helicópteros da Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo (CGPA), um helicóptero do IBAMA, dois helicópteros “Pantera” e um helicóptero “Cougar” do Exército Brasileiro, uma aeronave KC390 Millenium da Força Aérea Brasileira, um helicóptero da Marinha Brasileira, além de seis caminhões de combate a incêndio, três lanchas, 30 caminhonetes do CBMMS, e 10 caminhonetes da Força Nacional, todas equipadas com kit pick-up, mochilas costais, sopradores e equipamentos de proteção individual.
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