Policial Civil e Militar aguardam por audiência de custódia.
(Foto: Arquivo/Capital do Pantanal)
O Capital do Panatanal continua as apurações sobre o caso que envolve policial civil e militar, além de um terceriro indivíduo, no crime flagrado ontem (17), tipificado em boletim de ocorrência como roubo qualificado pelo porte de arma de fogo à carga de cabelo humano avaliada em R$ 150 mil.
A assessoria de comunicaçao da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) afirmou em nota, que "no que tange à PMMS, será aberto um procedimento interno para apurar se as ações específicas do policial militar ensejam infrações penais militares e/ou disciplinares e, ele será recolhido ao Presídio Militar Estadual, em Campo Grande. Ao fim das investigações, tais documentos são enviados para apreciação do Poder Judiciário".
Já a Polícia Civil, responsável pela investigação criminal, afirmou que inicialmente chegou ao conhecimento da autoridade policial da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá-MS, que três pessoas estavam contrabandeando cabelos da Bolívia e tiveram a carga retida em uma estrada vicinal e somente durante as apurações das versões dos envolvidos foi caracterizado o crime de roubo qualificado pelo porte de arma de fogo.
"O fato foi inicialmente reportado à Polícia Militar, que localizou o veículo usado para a subtração da carga e em abordagem identificou um dos ocupantes como sendo Policial Civil, o outro um Policial Militar e ainda um terceiro envolvido. No carro foi encontrado o material que a vítima alegou ter sido subtraído. Diante disso, todos os envolvidos foram conduzidos para a 1ª DP de Corumbá, onde foi lavrado o flagrante por roubo qualificado pelo porte de arma de fogo, em concurso de pessoas; adulteração de veículo automotor e associação criminosa", disse a Assessoria de Comunicação da PCMS.
Ainda na mesma nota, a assessoria afirmou que os autuados estão a disposição da justiça e deverão ser apresentados ao juiz para audiência de custódia, que ainda não aconteceu.
Quanto ao Policial Civil acusado de envolvimento no crime, a Corregedoria Geral da Polícia Civil tratará das providências.
Por fim, a Polícia Civil reforça que "não coaduna com condutas que destoem de sua missão de servir e proteger a sociedade e reafirma o compromisso de apurar cabalmente o caso em tela" e informa que as informações da ocorrência estão sendo compartilhadas com a Polícia Federal para apurar possibilidade de crime de Descaminho, tendo em vista que de acordo com a Polícia Civil, as notas apresentadas pela vítima não correspondem ao valor declarado dos produtos.
O Capital do Pantanal está em contato com a vítima e novas informações devem ser divulgadas em breve.
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