Em números absolutos, são 1,0 milhão de empregados no estado, um aumento de 11,3% em comparação com 2021.
(Saul Schramm/arquivo)
Mato Grosso do Sul, no quarto trimestre de 2022, tinha 2,18 milhões de pessoas em idade de trabalhar, ou seja, 30 mil pessoas (1,37%) a mais em relação ao mesmo período do ano anterior. Destas, 1,5 milhão estavam na força de trabalho, sendo que 1,4 milhão estavam ocupadas e 50 mil desocupadas. O nível de ocupação foi estimado em 65,3%, representando um aumento de 1,6 pontos percentuais (p.p.) em relação ao trimestre anterior e de 3,0 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado.
A taxa de desocupação em MS no 4º trimestre de 2022 foi estimada em 3,3%. Esse valor representa uma variação de -1,8 p.p. em relação ao trimestre imediatamente anterior e de -3,1 p.p. em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, Mato Grosso do Sul fechou o ano com uma taxa de desocupação de 5,0%, a menor registrada desde 2014, quando a taxa foi de 4,2%.
Com este resultado, MS subiu uma posição no ranking entre as Unidades da Federação, passando o estado de Mato Grosso (3,5%), ficando com a 3a menor taxa de desocupação, atrás somente de Rondônia (3,1%) e Santa Catarina (3,2%). O maior valor foi verificado na Bahia (13,5%). No Brasil, a taxa de desocupação no quarto trimestre de 2022 foi de 7,9%, recuando 0,8 p.p. ante o terceiro trimestre de 2022 e caindo 3,2 p.p. comparado ao mesmo trimestre de 2021 (11,1%). Com isso, a taxa de desocupação do ano de 2022 no Brasil fechou em 9,3%.
A população fora da força de trabalho - que não estava nem ocupada nem desocupada na semana de referência em MS - foi estimada em 719 mil, permanecendo com o mesmo valor apresentado no trimestre imediatamente anterior. Se comparado ao mesmo período de 2021, a variável apresentou estabilidade (721 mil).

MS teve aumento de 11,3% de pessoas no setor privado
Em números absolutos, são 1,0 milhão de empregados no estado. Destes, 739 mil estão no setor privado, 213 mil no setor público e 88 mil são trabalhadores domésticos. Tratando-se de empregados no setor privado o número variou em 75 mil pessoas, ou seja, aumento de 11,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No setor privado ainda, o número das pessoas sem carteira de trabalho assinada foi estimado em 167 mil. A variação de 20 mil pessoas corresponde a um aumento de 13,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, e, em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve estabilidade (0,7%). Já entre as pessoas com carteira de trabalho houve alta de 55 mil pessoas (10,6%) se comparado ao mesmo trimestre do ano anterior e, também alta, em relação ao trimestre imediatamente anterior (6,7%).
Em relação ao setor público, analisando a variação entre o 3º trimestre de 2022 e 4º trimestre de 2022, o número foi considerado estável entre as pessoas com carteira (2,4%). Se comparado com o mesmo período do ano anterior, também houve estabilidade (11,6%). Dentre as pessoas sem carteira, ainda no setor público, houve estabilidade (-10,6%) em relação ao trimestre anterior, e, se comparado ao 4º trimestre de 2021, também houve estabilidade de 6,1%. Entre os militares e funcionários públicos estatutários houve estabilidade de (8,6%) se comparado ao trimestre imediatamente anterior, e aumento de 15,3% mesmo trimestre do ano anterior.
Entre os indicadores para os trabalhadores domésticos se observou estabilidade tanto em relação ao trimestre
anterior (-10,4%), quanto se comparado ao mesmo período de 2021 (-12,1%). Entre os trabalhadores domésticos com carteira assinada houve estabilidade de -8,3% se comparado ao trimestre passado e em relação ao mesmo trimestre de 2021 (-6,8%). Entre os trabalhadores domésticos sem carteira, foi considerada estabilidade tanto em relação ao trimestre anterior (-11,5%), quanto se comparado ao 4º trimestre de 2021 (-14,5%).
Entre as pessoas que trabalham como trabalhador familiar auxiliar (10 mil), observou-se uma queda considerável na comparação com 2021 (-43,1%).
População ocupada como empregador em MS cresce 44,8% na comparação com 2021
A população ocupada trabalhando por conta própria no 4º trimestre de 2022 era de 317 mil, o que significa uma variação de 3,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior (306 mil) e de -0,2% em relação ao mesmo trimestre de 2021 (317 mil). A população ocupada como empregador, no último trimestre de 2022, era
de 78 mil, o que demonstra um crescimento de 18,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior (66 mil) e de 44,8% em relação ao mesmo trimestre de 2021 (54 mil). Em relação às pessoas ocupadas como empregadores e por conta própria, apenas 158 mil possuíam empreendimentos registrados no CNPJ.
Em 2022, o maior índice percentual de trabalhadores com CNPJ pertencia aos ocupados como empregadores, visto que 82% deles possuíam o cadastro (64 mil). Na contramão, apenas 29,6% dos trabalhadores por conta própria possuíam CNPJ em MS (94 mil).
Rendimento médio se mantem estável
Para o terceiro trimestre de 2021, o rendimento médio real habitual advindo de todos os trabalhos ficou em R$ 3.239,00. O número é considerado estável em relação ao trimestre anterior (R$ 3.002,00), sendo 19,2% superior em relação ao mesmo trimestre de 2021 (R$ 2.718,00). O gráfico abaixo compara a variação dos rendimentos com o IPCA.
* Informações do IBGE
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