A ButanVac, candidata a vacina contra a Covid-19 desenvolvida no Instituto Butantan e avaliada como dose de reforço, acaba de ter mais um avanço com a aprovação da fase 2 do ensaio clínico, publicada na terça (29) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão foi motivada pelo alto perfil de segurança do imunizante, comprovado em estudos anteriores. A fase 2 terá início em janeiro com 400 indivíduos e, se tiver os resultados aprovados pela agência reguladora, deverá seguir para a fase 3 com 4.000 voluntários. Serão cerca de 10 centros de pesquisa, distribuídos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia.
A primeira etapa da fase 2 será um estudo sentinela com uma subpopulação de 68 pessoas para avaliar a produção de anticorpos contra a variante ômicron do SARS-CoV-2, cepa mais transmissível que ocupou o cenário mundial da pandemia no último ano. Os dados serão avaliados por uma equipe independente de especialistas e, caso sejam positivos, o estudo prossegue para o recrutamento dos outros 332 participantes. Nesta fase, os cientistas analisam a segurança e a imunogenicidade do produto.
Caso a fase 3 seja aprovada futuramente, além da segurança, será avaliada a eficácia do imunizante – sua capacidade de proteger contra a doença – em um número maior de pessoas. Além disso, o nível de anticorpos produzidos será comparado entre três diferentes lotes consecutivos da ButanVac, para garantir a consistência da produção da vacina.
O estudo será duplo-cego, randomizado e com controle ativo com a vacina da Pfizer. Ou seja, uma parte dos voluntários receberá ButanVac e a outra receberá o imunizante de mRNA, para comparar os níveis de anticorpos produzidos por cada vacina.
Para manter a homogeneidade da pesquisa, serão incluídas apenas pessoas que já tomaram as quatro doses de qualquer vacina de Covid-19, com intervalo de 4 a 8 meses, período em que os títulos de anticorpos começam a cair. A pesquisa será conduzida em adultos maiores de 18 anos, tendo uma porcentagem de idosos de 50% na fase 2 e de 20% na fase 3. Serão excluídas do estudo pessoas com qualquer doença ativa ou condição que aumente o risco de ter evento adverso, como imunossuprimidos e gestantes.
Sobre a ButanVac
Fruto de um consórcio internacional e produzida em ovos embrionados de galinha, mesma tecnologia da vacina da gripe, a ButanVac tem a vantagem de ter um baixo custo de produção, podendo ser exportada para países em desenvolvimento que têm dificuldades em obter imunizantes contra a Covid-19. Cerca de 20 países não vacinaram nem 10% de sua população, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e apenas 24,6% dos residentes em países de baixa renda tomaram pelo menos uma dose.
Leia Também
Jardim da Independência terá programação gratuita neste sábado
Encontro em Corumbá discute estratégia coletiva para ampliar comercialização e renda
Grupo Bom Gosto traz samba à celebração dos 248 anos de Corumbá
Vara Federal de Corumbá passa a julgar crimes financeiros e lavagem de dinheiro
Panela esquecida no fogo causa incêndio no centro de Corumbá
Calor intenso e sol forte predominam em Corumbá e Ladário nesta sexta-feira
Com oito jovens aptos à adoção na região, TJMS abre curso para pretendentes
1ª Cãominhada do Projeto Amigo Cão é neste domingo no Porto Geral
Junta Militar de Corumbá recebe visita técnica e passa por aprimoramentos