A nova edição do programa iniciou em dezembro de 2021, após a pandemia paralisar as cirurgias eletivas e exames diagnósticos por dois anos.
(Bruno Rezende / Governo MS)
A nova edição da Caravana da Saúde, por meio dos projetos ‘Opera MS’ e ‘Examina MS’, chegou no momento exato – em dezembro de 2021 –, após a Pandemia do Coronavírus paralizar, por quase dois anos, as cirurgias eletivas e exames diagnósticos nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Em seis meses de programa, 70 mil pessoas foram atendidas.
Na avaliação do secretário de Estado de Saúde, Flávio Britto, a Caravana da Saúde foi positiva. “Nós superamos verdadeiros índices anuais em apenas seis meses de execução do programa. Foi um sucesso esta iniciativa implantada pelo governador Reinaldo Azambuja. Nós conseguimos reduzir as filas de espera em diversos municípios de nosso Estado”.
Britto ainda destaca que o sucesso do ‘Opera MS’ e ‘Examina MS’ ocorreu graças às parcerias com os municípios e os diversos estabelecimentos de saúde existentes em todas as regiões de Mato Grosso do Sul, ação que fortaleceu ainda mais a Regionalização da Saúde no Estado.
“Ao todo, 30 municípios fizeram adesão aos projetos somados aos 39 estabelecimentos de saúde composto por hospitais públicos, contratualizados e privados, além das clínicas particulares. Juntos, todos realizaram 76.300 procedimentos dos quais 66.173 foram exames diagnósticos e 10.127 foram cirurgias eletivas. Nesta temporada foram oferecidos mais de 90 tipos de procedimentos sendo alguns nunca realizados em edições anteriores da Caravana da Saúde. Além disso, com apoio do governador nós prorrogamos por mais um mês o programa, até 30 de novembro, para que as cirurgias e exames fossem realizados”, comemora o secretário.
Índices recordes
Para a médica Marielle Alves Correa Esgalha, coordenadora de Projetos Estratégicos da SES e responsável pela Caravana da Saúde, o Programa alcançou índices de excelência no Estado. Em seis meses de execução da Caravana da Saúde, em média 388 pessoas foram atendidas por dia pelos projetos ‘Opera MS’ e ‘Examina MS’ no Estado.
“Isto é emocionante. Mostra que este programa é um sucesso e cumpriu com a sua missão atendendo a quem mais precisava de uma cirurgia eletiva ou exame diagnóstico. Por exemplo, somente no ‘Opera MS’, nós superamos em seis meses o equivalente a produção de um ano. Enquanto a média anual de produção é de 7,7 mil cirurgias ao ano, nós já realizamos 8,8 mil cirurgias em seis meses”, destaca a médica da SES.
A médica Marielle Alves Correa Esgalha se diz feliz por participar do Caravana da Saúde. Foto: Bruno Rezende/Governo MSOutro ponto importante é quanto ao ‘Examina MS’. “Nós realizamos 66 mil exames diagnóstico de alto custo no período de seis meses. Quando olhamos a produção anual que é de 150 mil exames/ano, grande parte destes procedimentos é composto de exames de baixo custo, como um ultrassom, por exemplo. Agora, quando olhamos para os que foram realizados pelo ‘Examina MS’ percebemos que foram executados exames de alta complexidade como ressonância e tomografia, sendo estes de alto custo para a população”.
A Caravana da Saúde ainda oportunizou que os hospitais que aderiram ao programa, sendo eles públicos, privados ou contratualizados, além das clínicas particulares participantes, a promoção de economicidade de equipes médica ofertando a população vagas em horários diferenciados. Permitiu ainda que as tabelas do programa fossem iguais as praticadas no mercado sendo ofertada a paridade de preços tanto nos serviços públicos quanto no privado.
“A Caravana da Saúde ainda permitiu que municípios pequenos descobrissem o seu potencial, mostrassem força para realizar procedimentos jamais imagináveis e sendo sede para receber pacientes de outros municípios. Isto permitiu que muitos pacientes evitassem percorrer grandes distâncias para fazer uma cirurgia ou exame diagnóstico e reforçando a importância do modelo da Regionalização da Saúde em nosso Estado”, detalha Marielle.
Os municípios com as maiores produções em procedimentos foram: Fátima do Sul, Santa Rita do Pardo, Campo Grande, Anastácio, Cassilândia, Ivinhema e Camapuã. “E o mais importante de tudo isso é que a nossa equipe visitou mais de 15 municípios sendo eles executantes ou solicitantes para oferecer apoio técnico ao programa. Nós caminhamos junto com eles desde o início do programa para que conseguíssemos alcançar excelentes resultados. Se nós tivéssemos mais tempo, certamente faríamos ainda mais procedimentos”.
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