A Expedição Alma Pantaneira, que saiu de Campo Grande no último dia 3 de novembro, já realizou cerca de dois mil procedimentos médicos, odontológicos e veterinários no Pantanal de Mato Grosso do Sul.
(Assessoria de Imprensa)
A Expedição Alma Pantaneira, que saiu de Campo Grande no último dia 3 de novembro, já realizou cerca de dois mil procedimentos médicos, odontológicos e veterinários no Pantanal de Mato Grosso do Sul. O grupo, que é composto por 32 profissionais de diversas especialidades, viaja a bordo de quatro caminhões e oito picapes, todos com tração nas quatro rodas e preparados para enfrentar as dificuldades dos caminhos da maior planície alagável do planeta.
No caminho dos expedicionários são escolhidas fazendas com maior estrutura e só então montadas as bases de atendimento. A fazenda Carmem, na região da Nhecolândia foi a última visitada e concentrou um grande número de pessoas: cerca de 150 buscaram as consultas.
Além disso, os integrantes da Alma Pantaneira também organizam equipes menores e percorrem as fazendas e retiros próximos a bordo das picapes. “Para aumentar o alcance, carregamos uma pequena fração de profissionais. Em cada veículo levamos um médico, um dentista e um veterinário, medicamentos e material necessário para os procedimentos. Em uma de nossas visitas, atendemos um senhor que precisou extrair quatro dentes e ainda ser medicado para pressão alta e dores nas pernas. É gratificante alcançar essas pessoas que de outra forma não teriam atendimento”, se emociona Paulo Cruz, jornalista que acompanha a viagem como voluntário.
Entre os profissionais mais procurados estão os dentistas. Restaurações, extrações, limpeza, orientação de higiene oral, aplicação de flúor, entrega de kits odontológicos com escova e creme dental e atendimentos em situações de emergência de canal estão entre os procedimentos realizados. “É muito importante esse atendimento e tentar trabalhar muito com a prevenção. Nas fazendas que já passamos em outras expedições notamos a melhora significativa da saúde bucal, principalmente nas crianças”, comenta o dentista carioca Rodrigo Laranjeira que participa do projeto desde 2017.
Para o pecuarista Max Vernochi Pereira, proprietário da fazenda Carmem, a expedição significa saúde e dignidade para os pantaneiros. “A nossa região é isolada e os caminhos não são fáceis. Quando recebemos em nossa casa esses profissionais é um privilégio enorme. Eles cuidam das pessoas com muito carinho e já deixam os medicamentos necessários. Isso significa saúde e o mais importante: dignidade”, declara Max Pereira.
A Expedição Alma Pantaneira tem previsão de terminar no próximo dia 14 e espera contabilizar mais de 3.500 procedimentos.
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