Filho de Julio Pablo Taborg afirma que estava ao lado do pai e presenciou o ocorrido.
(Reprodução)
Nesta segunda-feira, 31 de outubro, o filho de Julio Pablo Taborg, funcionário municipal de Puerto Quijarro, que morreu no ato de fechamento da fronteira da Bolívia com Corumbá, no dia 21 de outubro, foi a público revelar o que aconteceu naquela noite de protesto dos bolivianos que pedem a realização do Censo em 2023.
Familiares afirmam que Rubem e Jaime são acusados injustamente. Foto: Enviada ao Capital do PantanalDe acordo com o relato do filho da vítima, o pai teria morrido sufocado por gás lacrimogêneo quando tentava levantar uma granada, que terminou estourando em sua face. Não demorou muito para Julio cair desacordado no chão, o filho diz que estava junto do pai e presenciou todo o acontecimento.
Com essa informação sendo revelada, os advogados de Rubem Mario Flores e Jaime Algarañaz, presos pelo governo no dia 23 de outubro, acusados de participarem do ato de fechamento da fronteira e da morte do funcionário municipal, reúnem outras provas como vídeos e conversas de WhatsApp, que inocentam os acusados de homicídio. Familiares afirmam que Rubem e Jaime são vítimas do governo e que nada tiveram a ver com o protesto do dia 21 de outubro.
Retaliação
Adjani está internada na Santa Casa e passabem. Foto: Enviada ao Capital do PantanalA jovem Adjani Vásquez, líder do movimento juvenil de Puerto Quijarro, foi vítima de um possível atentado na última sexta-feira, 25 de outubro, logo após participar de uma passeata ao lado do namorado, pedindo a pacificação do governo no tratamento com os manifestantes.
Adjani foi atropelada por um carro desconhecido e está internada na Santa Casa. Segundo familiares o quadro clínico da jovem é estável.
Sobre a greve
O paro Cívico na Bolívia segue sem previsão de negociação entre os manifestantes e o governo, as partes estão irredutíveis. O povo pede que o Censo Demográfico seja realizado em 2023 e não em 2024 como o decreto do governo determina. Manifestantes afirmam que o adiamento do Censo é uma manobra do governo de Arce para não revisar os valores de recursos enviados aos departamentos bolivianos. Hoje completam 11 dias de greve e fronteira fechada.
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