O grupo trabalhava em uma lavoura de mandioca, em uma situação abusiva
(Divulgação)
Na última sexta-feira (9), dois homens foram presos por aliciamento e prática de trabalho análogo à escravidão em Iguatemi, a 466 quilômetros de Campo Grande. Eles mantinham 30 trabalhadores nesta situação, em uma fazenda de lavoura de mandioca.
Conforme a Polícia Federal, o trabalho foi feito em conjunto com o Ministério Público do Trabalho, Polícia Civil e Assistência Social. Após levantamentos, foi localizada a fazenda onde estavam os 30 trabalhadores rurais, paraguaios, em situação degradante e análoga à escravidão.
O grupo trabalhava em uma lavoura de mandioca, em uma situação abusiva. De acordo com a PF, o pagamento era feito aos trabalhadores em forma de ‘vales’, que eles só podiam usar nos comércios dos fazendeiros. Ou seja, era criado um círculo vicioso que aprisionava as vítimas no local, dificultando o retorno ao Paraguai.
Os dois acusados foram presos em flagrante, encaminhados para a Polícia Federal em Naviraí, mas soltos após o pagamento de fiança de R$ 50 mil. Eles respondem pelo crime de submeter indivíduos a condição análoga à de escravo, sujeitando-os a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, submetendo-os a condições degradantes de trabalho, restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador, além da pena correspondente à violência.
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