O boliviano confessou que receberia dinheiro para levar a droga até São Paulo. Ele foi identificado no hospital e recebe voz de prisão.
(Divulgação/Bombeiros)
A Polícia Militar Rodoviária encontrou 12 tabletes de pasta base de cocaína e um pacote de Skank, a super maconha, nas bagagens de uma das vítimas do acidente envolvendo um ônibus clandestino, que saiu de Corumbá com destino à São Paulo e tombou em trecho da cidade de Promissão (SP).
O homem que transportava os entorpecentes é boliviano e foi identificado no Hospital da cidade. Ele confessou que tinha conhecimento das drogas e que receberia um valor para levá-las a São Paulo. O boliviano recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Departamento de Polícia Federal de Bauru.
O acidente aconteceu nesta quarta-feira, 31 de agosto. O ônibus de fretamento tombou no quilômetro 460 da Rodovia Marechal Rondon (SP-300), deixando uma mulher e uma criança mortas e 20 passageiros feridos, nove deles em estado grave, inclusive com membros amputados. Entre os passageiros estavam angolanos, colombianos e bolivianos.
A suspeita da Polícia Rodoviária, é de que um dos pneus do ônibus tenha estourado e, por isso, o motorista teria perdido o controle da direção e batido contra uma placa de trânsito. Com o impacto, o veículo tombou no acostamento.
A vida pela legalidade
A realidade do transorte clandestino na fronteira de Corumbá infelizmente é antiga e tem custado caro. Diante do acidente grave desta quarta-feira e do que é visto cotidianamente, a situação pode piorar ainda mais. As empresas de ônibus clandestinas funcionam com tranquilidade, sem rigor e sem fiscalziação severa. Assim elas colocam nas ruas veículos sucateados, sem a manutenção exigida pelos órgçãos regulamentadores e seguem faturando às custas da vida de quem se aventura na ilegalidade.
É comum ver passageiros, principalmente estrangeiros, inclusive ilegais no páis, embarcando na porta de hoteis e em pontos diversos em Corumbá. Eles burlam o serviço de imigração da Receita Federal e seguem viagem, sem medir esforços e consequências para chegar ao destino.
Falta unificação, união entre os órgãos fiscalizadores. A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestes) organiza blitz e apreende ônibus irregulares, vários deles estão no pátio utilizado pelo órgão em Corumbá, mas ainda é pouco diante do poder das empresas que "brincam" com a vida dos passageiros.
Os donos da empresa envolvida no acidente em São Paulo já não são encontrados, fecharam as portas após sucessivas ocorrências. Mesmo assim, tudo continua funcionando normalmente. Acidentes graves e vidas perdidas se tornam comuns e corriqueiros. A pergunta é até quando?
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