Ninho foi capturado na manhã deste domingo (29) por um policial militar que havia acabado de sair do plantão.
(Paulo Francis/Campo Grande News)
Ao ser ouvido por cerca de 1 hora na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Antônio Benites, de 38 anos, conhecido como "Ninho", confessou que matou a irmã, Patrícia Benites Servian, de 31 anos. Ele estava foragido desde de sexta-feira (27), quando o crime foi descoberto, e foi capturado na manhã deste domingo (29) por um policial militar que havia acabado de sair do plantão.
Benites seguia pelo anel viário, próximo ao pontilhão da saída para Três Lagoas, em Campo Grande, quando foi abordado pelo PM que o reconheceu. Como a Justiça já havia deferido o pedido de prisão solicitado pela polícia, Antônio foi ouvido pela delegada de plantão, Jennifer Estevam, e vai permanecer na cela da delegacia até ser transferido para uma unidade prisional. Mais detalhes sobre a prisão serão repassados em coletiva de imprensa, que ainda será marcada.
Feminicídio
Patrícia foi asfixiada até a morte na casa onde vivia com os filhos pequenos, no cruzamento das ruas Dalva de Oliveira com Francisco da Silva, no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira (27), mas o caso só veio à tona por volta das 18h do mesmo dia, depois que familiares invadiram a residência ao notar o sumiço da mulher. Antônio saiu correndo após ser descoberto e desde então, seguia foragido.
Fichado
O homem acumula diversas passagens pela polícia, inclusive, por estupro e chegou a passar cinco anos preso, conforme apurado. O retorno à prisão ocorreu há poucos meses, após ele agredir a companheira. Colocado em liberdade, ele era monitorado por tornozeleira eletrônica. Mas hoje, quando foi preso, estava sem o equipamento.
Psicopata
Em janeiro de 2019, ele foi diagnosticado por perícia psicológica como psicopata, conforme laudo anexado a processo que respondeu por estupro. De acordo com o documento, encomendado para saber se o então réu poderia progredir para o regime semiaberto, o profissional que o analisou, um psicólogo especialista em psicoterapia, afirmou que Antônio não era pessoa apta a conviver em sociedade.
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