PRÉ-CANDIDATOS Eduardo Riedel e Marquinhos Trad participaram de eventos ontem, visando as eleições de outubro.
(Divulgação)
Na semana decisiva para a formação das chapas da sucessão do governo estadual nas eleições de outubro, passos importantes começaram a ser dados ontem (31), e devem ser concretizados até este sábado.
Eduardo Riedel deixou a Secretaria de Infraestrutura do governo de Mato Grosso do Sul para se dedicar exclusivamente à sua pré-candidatura a governador.
Também na quinta-feira, pela manhã, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), falou em tom de despedida aos vereadores, encaminhou sua renúncia (que promete formalizar amanhã) e afirmou que sua vice, Adriane Lopes (Patriota), será uma boa prefeita.
Em meio às movimentações, os bastidores também ferveram, com mais políticos trocando de partido. A aliança em que Riedel deve ser candidato ao governo é a que ganhou mais parlamentares no período de janela partidária. Nesta quinta-feira, por exemplo, conseguiu mais uma adesão: a do deputado federal Dagoberto Nogueira, que trocou o PDT pelo PSDB.
Riedel caminha para coligar nas eleições majoritárias (as coligações estão proibidas na eleição proporcional) com os partidos da base do presidente Jair Bolsonaro (PL), que deve tentar a reeleição. Nela estão siglas como o PL, o PP (que recebeu a deputada federal e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina) e o Republicanos.
No evento em que anunciou sua saída do governo, Riedel levou consigo outros sete integrantes do primeiro e do segundo escalão da administração estadual.
Além dele, deixaram o governo: o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, que será candidato a deputado federal; o secretário de Cultura, João César Matto Grosso; o diretor da Fundação do Desporto de MS (Fundesporte), Marcelo Miranda; o secretário especial de MS em Brasília, Pedro Chaves; o superintendente do Procon-MS, Marcelo Salomão; a subsecretária de Defesa da Mulher, Luciana Azambuja; e o presidente da Sanesul, Walter Carneiro Júnior.
Nem todos os substitutos haviam sido confirmados ontem. Por enquanto, assumem os interinos Renato Marcílio (Secretaria de Infraestrutura, no lugar de Riedel), Flávio Brito (Saúde), Sílvio Lobo (Fundesporte) e Marta Rocha (Sanesul).
Riedel já falou como pré-candidato logo após deixar o governo. “Estou entrando na disputa pelo governo sem inimigos políticos; adversários, apenas”, afirmou.
O pré-candidato também já se adiantou para tentar se blindar de eventuais ataques que a administração Reinaldo Azambuja (PSDB), que ele tentará suceder, venha a receber. “Na campanha, não venham com debate raso”, avisou.
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