Tenente Eveny Cristiane Lino Parrela explica que não há crime quando o atropelamento é acidental.
(Reprodução Vídeo PMA)
O atropelamento de animais silvestres é considerado pela Políca Militar Ambiental (PMA), um grande problema relativo à fauna e, dentro da programação de divulgação de vídeos de orientação à população sobre os principais problemas ambientais no Estado, em comemoração aos 35 anos de sua criação, a PMA divulga a orientação e alerta sobre esse problema ambiental que causa tanta comoção.
Cada vez mais o ser humano vai abrindo novas rodovias, a maior parte delas, sem planejamento das obras para a minimização dos impactos dos atropelamentos, porém, mesmo assim, o motorista é o grande responsável pela mitigação dos atropelamentos. Ele é o ser cognitivo e deve pensar que, a qualquer momento, um animal pode atravessar as vias. Em um atropelamento, os riscos são também para o motorista e sua família. Dessa forma, a manutenção da velocidade da via, já seria um grande fator da minimização dos atropelamentos, entre outros.
Em 2021, a Polícia Militar Ambiental resgatou 129 vítimas de atropelamento. Dos 129 atropelados, 75 deles foram resgatados em rodovias federais e estaduais e 54 animais nos centros urbanos. É um número exorbitante, quando se pensa na maioria dos acidentes em que não houve como se fazer esse resgate, muitas vezes, pela falta de comunicação dos motoristas envolvidos, ou por outros usuários das vias.
Por essa razão, a PMA pensa na orientação também relativas ao depois do atropelamento. Muitos animais morrem por falta de socorro, vários são filhotes, especialmente, aqueles em que a mãe os transporta do dorso. O tamanduá, por exemplo: a mãe tamanduá-bandeira carrega seus filhotes no dorso e, por essa razão, em muitos casos de atropelamento o filhote acaba escapando. Normalmente quando o veículo bate na mãe, o filhote “voa” com o impacto sem ser atingido, dependendo principalmente do tamanho do veículo envolvido no acidente. Depois o filhote volta e fica junto da mãe morta e é atropelado em novo acidente possível.
Alguns condutores não socorrem os animais porque temem responsabilizações e outros devido à falta de compaixão pelo animal. Além disso, mesmo que o animal esteja morto, ficando na pista de rolamento, coloca em risco outros motoristas e suas famílias. Por isso, a importância da informação correta.
No vídeo, a Tenente Eveny Cristiane Lino Parrela orienta, que não existe crime ao atropelar um animal sem intenção. No caso, "o procedimento correto é parar o veículo em local seguro e, com segurança, verificar se o animal está morto. Se não estiver, efetue o socorro, porque toda vida tem um sentido e vale a pena. Se ele estiver morto e estiver na pista de rolamento, com segurança, retire-o para o acostamento, para evitar que outro usuário da rodovia possa vir a se acidentar e, às vezes, até matar a si e sua família, em novo possível acidente, que esta atitude simples poderia ter evitado”.
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