Consumidor recebeu apoio em desabafo nas redes sociais.
(Reprodução Facebook)
Enquanto a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa entra no terceiro ano paralisada, consumidores de Corumbá e todo o Mato Grosso do Sul continuam espremendo o orçamento doméstico para manter as contas em dia.
Na última semana, o desabafo de um consumidor na Rede Social Facebook, pelo valor de R$ 1.729,21 na conta de energia referente ao consumo do mês de janeiro, causou revolta e protesto. Centenas de pessoas responderam a postagem que questionava o valor tão alto, antes mesmo do mês encerrar.
O Capital do Pantanal entrou em contato com o consumidor, que pediu para não ser identificado, ele afirma não encontrar justificativa para o valor tão alto de sua conta. “Minha casa é comum, não comprei nenhum novo aparelho elétrico e moram poucas pessoas, mesmo assim, minha conta chega a quase 2 mil reais”. Ele explica ainda que o aumento foi considerável nos últimos meses, “há uns cinco meses atrás eu já pagava quase mil reais de energia e já achava caro, agora não tenho nem palavras para definir uma conta de quase 2 mil. É um absurdo!”
Nos comentários, as pessoas compartilharam da mesma sensação de indignação do consumidor. “Jesussss... A minha conta está vindo muito alta também!!! Absurdooo...”, disse uma das internautas, afirmando que vive o mesmo problema. Em outro, um homem pergunta: “onde andam os nossos representantes, hoje temos dois estaduais e um federal, e para que?”. Ainda em meio a repercussão, um dos comentários mostra que os consumidores já estão desacreditados de alguma mudança, “economizamos ao máximo e a conta não diminui. Isso é um absurdo”.
O autor da postagem registrou reclamação no Procon de Corumbá e aguarda por novidades.
Em contato com a Energisa, a empresa explicou que o valor cobrado é referente a 30 dias de consumo, de 21 de dezembro de 2021 à 20 de janeiro de 2022 e o valor atual do KWh é de R$ 0,92. O atendente esclareceu ainda, que o consumo de energia da unidade em questão foi de 1.445 kwh e o cliente foi tarifado em R$ 273,27 pelo adicional da bandeira vermelha. Por fim, o funcionário da concessionária de energia sugeriu que o consumidor realizasse um teste de fuga, para conferir se a rede elétrica interna da casa está gastando mais energia do que deveria.
Sobre a CPI da Energisa
A CPI da Energisa foi instaurada em 12 de novembro de 2019 devido ao grande número de reclamações referente a valores considerados abusivos pelos consumidores. O prazo inicial era de 120 dias para que a Comissão da Assembleia Legislativa do Estado desse um parecer, mas até hoje não houve decisão para que 200 medidores de energia fossem periciados por uma equipe técnica do laboratório da USP (Universidade de São Paulo) de São Carlos.
Em 16 de junho do ano passado, o TJMS (Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul) favoreceu a Energisa, na tentativa de barrar a realização da perícia, acatando a alegação da empresa de que a Universidade não era reconhecida pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
A defesa foi derrubada por resolução da Aneel, onde diz que a aferição dos relógios pode ser feita pela rede de laboratórios acreditados no Inmetro, ou não, desde que a equipe técnica esteja devidamente habilitada e capacitada, com seus equipamentos calibrados de acordo com os preceitos do Instituto Metrológico. A partir de então, os trabalhos poderiam ter continuidade com a avaliação dos medidores, mas esbarrou na USP, pois os técnicos que deveriam analisar os relógios, aguardavam para completar o quadro vacinal contra o Coronavírus.
Desde março de 2020 o Procon de MS disponibilizou 300 processos, entre os 2.186 que tinha registrado na época, para participarem da perícia.
Nota Oficial da Energisa
A Energisa informa que todo o processo de faturamento da conta de energia elétrica é transparente, e o cliente pode acompanhar pessoalmente a leitura conforme a data descrita na fatura, bem como pode pedir a verificação e aferição do medidor, trabalho que é executado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) com emissão de laudo.
Sobre o caso em questão, a Energisa reforça que não foi encontrado nos sistemas nenhum registro de reclamação da unidade consumidora. A análise efetuada das leituras coletadas em campo e o consumo faturado estão de acordo ao registrado no aparelho de medição. Destacamos também que o consumo registrado do cliente neste mês está dentro da média de consumos realizados ao longo do ano passado.
Leia Também
MS reforça segurança prisional com novos equipamentos tecnológicos
STF confirma regras para responsabilizar big techs por conteúdo ilegal
Conserto emergencial pode afetar abastecimento de água em Ladário
Adolescente fica ferido após colisão entre carro e bicicleta sem freio em Corumbá
Quarta-feira de manhã nublada e tarde com previsão de sol em Corumbá e Ladário
Funcionários da Embrapa farão paralisação nacional nesta quarta-feira (17)
Bolsa Atleta confirma 304 beneficiados e libera apoio em agosto
Homem é encontrado inconsciente e com múltiplas lesões em Corumbá
Bombeiros percorrem o Pantanal para socorrer peão após queda de cavalo