Com mais 56,60% da safra já estão vendida e redução na colheita, contratos devem ser renegociados.
(Arquivo)
A colheita do milho da safra 2020/2021 avança devagar e alcançou 4,1% nas lavouras de Mato Grosso do Sul até o fim da semana passada, conforme o boletim do Projeto SIGA/MS (Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio), coordenado pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) junto com a Aprosoja/MS (Associação de Produtores de Soja de MS). Com as lavouras já maduras, as geadas que são anunciadas para os próximos dias não devem afetar a produtividade, que já teve redução significativa em consequência das más condições climáticas.
A safra de milho deste ano prometia ser recorde, com volume superior a 9 milhões de toneladas, tendo em vista o aumento de 5,7% na área (2,003 milhões de hectares) em relação à safra do ano passado. No entanto, a estiagem na fase de desenvolvimento das plantas, em seguida chuvas de granizo e, por fim, uma forte geada no momento em que as espigas começavam a granar, derrubaram a previsão inicial de produtividade, agora recalculada para 6,285 milhões de toneladas.
O Governo do Estado publicou os decretos números 81 e 82 no Diário Oficial do último dia 14, declarando situação de emergência pelo prazo de 180 dias em Mato Grosso do Sul em decorrência da seca e da geada que atingiram boa parte do Estado. Os decretos respaldam os produtores rurais no pedido do seguro agrícola (veja AQUI o inteiro teor dos decretos).
No dia 20 de julho, após articulação da Semagro, o Banco do Brasil decidiu prorrogar por 180 dias após o vencimento final, as operações com pedido de Proagro pendentes de deferimento no âmbito da instituição; e por 120 dias após o vencimento, as operações com apresentação do comunicado de sinistro, cujo aviso também esteja pendente de deferimento.
O boletim do SIGA/MS mostra que 56,60% da safra de milho já estão vendidos, porém as lavouras não vão entregar o volume estimado, o que força a renegociação dos contratos. A quebra na safra se reflete em toda cadeia econômica que usa o milho e seus derivados, como granjas de suínos e aves, que precisam trazer o produto de fora para suprir a falta no mercado interno. No auge da safra do ano passado, a saca de 60 quilos do milho estava cotada em média a R$ 27,00. Nesse ano já ultrapassa R$ 88,00.
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