A queda na taxa de desocupação no Estado se deveu pela combinação do aumento no número de ocupados, bem como a redução dos desocupados
(Foto: Divulgação)
Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2020 com 9,3% de sua força de trabalho em situação de desemprego. Embora o índice seja elevado, ficou bem abaixo da média nacional (13,9%) e figura entre as três menores taxas do Brasil, atrás apenas de Santa Catarina (5,3%) e Rio Grande do Sul (8,4%). Os estados com piores índices são: Bahia e Alagoas (20%), Rio de Janeiro (19,4%) e Pernambuco (19%). Os dados são da PNAD trimestral (Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar) realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Ano marcado pelo impacto da pandemia da Covid-19 em todos os setores, 2020 apresentou no primeiro trimestre 7,6% de desocupação em Mato Grosso do Sul, contra 12,2% em nível nacional. Nos dois trimestres seguintes a taxa deu um salto (11,4% e 11,5%, respectivamente) no Estado e no País (13,3% e 14,6%), para chegar ao quarto trimestre com uma ligeira melhora. O resultado é visto como animador pelo secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck.
“Mato Grosso do Sul vem, desde 2015, apresentando índices importantes de ocupação de sua força de trabalho. Tivemos uma ampliação do número de ocupados e uma redução de desocupados, ou seja, as duas frentes respondendo de forma positiva. Está muito claro de onde vem esse dinamismo da economia. No caso da Agropecuária, muito voltada à diversificação e às supersafras de grãos dos últimos anos”, ponderou.
A queda na taxa de desocupação no Estado se deveu pela combinação do aumento no número de ocupados (de 1,169 milhão para 1,221 milhão de pessoas), bem como a redução dos desocupados (de 153 mil para 125 mil pessoas) no quarto trimestre de 2020.
Essa reação verificada no quarto trimestre – em relação ao terceiro trimestre - de 2020 foi marcado pela melhora nos setores que mais empregaram: Alojamento e alimentação (17,39%), Agropecuária (13,69%) e Serviços domésticos (7,78%). Em termos absolutos, a Agropecuária foi o setor que mais contratou, com 23 mil pessoas ocupadas a mais em relação ao trimestre anterior.
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