Estudo em curso contabiliza previsão dos efeitos negativos da pandemia Covid-19 irá provocar ao setor.
(Divulgação)
Ainda sem contabilizar os efeitos devastadores que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) vai provocar na economia de Mato Grosso do Sul, a receita de exportações de industrializados estadual alcançou na somatória dos meses de janeiro e fevereiro deste ano o valor de US$ 604,3 milhões, indicando aumento de 4,8% em relação ao mesmo período de 2019, quando o valor ficou em US$ 576,5 milhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems.
Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, esse foi o melhor resultado para o acumulado de janeiro a fevereiro da série histórica das exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul. “Na análise apenas do mês de fevereiro, a receita com a exportação de produtos industriais alcançou US$ 281,1 milhões, crescimento de 7,8% em relação ao mesmo mês de 2019, quando o valor ficou em US$ 260,7 milhões”, informou.
Quanto à participação relativa, no mês, a indústria respondeu por 93% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, sendo que o mesmo percentual foi observado no acumulado do ano. “Mais uma vez temos de frisar que os dados são relativos aos dois primeiros meses deste ano, quando os efeitos do novo coronavírus ainda não estavam sendo sentidos pela economia estadual. Esses efeitos só devem a surgir a partir da segunda quinzena de março”, reforçou o economista.
Grupos
Os grupos “Celulose e Papel” e “Complexo Frigorífico” foram responsáveis por 81% da receita de exportações do setor industrial, sendo 53% para o primeiro grupo e 28% para o segundo grupo, enquanto logo em seguida vem o grupo “Óleos Vegetais” e “Extrativo Mineral”, com 8% e 5%, respectivamente. No caso do grupo “Celulose e Papel”, a receita no período avaliado alcançou US$ 322,36 milhões, uma queda de 6% em relação a janeiro e fevereiro de 2019, que foram obtidos quase que na totalidade com a venda da celulose (US$ 316,54 milhões).
Os principais compradores foram a China, com US$ 207,71 milhões, a Coreia do Sul, com US$ 22,73 milhões, a Itália, com US$ 19,76 milhões, os Estados Unidos, com US$ 17,96 milhões, o Reino Unido, com US$ 10,46 milhões, a Holanda, com US$ 9,51 milhões, a França, com US$ 5,29 milhões, a Argentina, com US$ 3,56 milhões, a Alemanha, com US$ 3,33 milhões, e a Turquia, com US$ 3,18 milhões. Já no grupo “Complexo Frigorífico” a receita conseguida de janeiro a fevereiro foi de US$ 166,73 milhões, um aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2019, sendo que 41% do total alcançado é oriundo das carnes desossadas congeladas de bovino, que totalizaram US$ 68,37 milhões.
Os principais compradores foram Hong Kong, com US$ 28,17 milhões, o Chile, com US$ 23,16 milhões, a China, com US$ 20,98 milhões, a Arábia Saudita, com US$ 10,95 milhões, os Emirados Árabes Unidos, com US$ 10,38 milhões, o Japão, com US$ 9,32 milhões, o Uruguai, com US$ 7,72 milhões, Israel, com US$ 6,34 milhões, o Egito, com US$ 5,05 milhões, e as Filipinas, com US$ 4,40 milhões. No grupo “Óleos Vegetais”, a receita conseguida de janeiro a fevereiro foi de US$ 47,04 milhões, um aumento de 42% em relação ao mesmo período de 2019, sendo que 68% é oriundo dos bagaços e resíduos sólidos da extração do óleo de soja, somando US$ 31,80 milhões.
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