Desativação do Juizado Especial foi tem de amplo debate ontem na Câmara
(Divulgação)
Autoridades corumbaenses iniciam uma importante campanha na tentativa de evitar a desativação do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Corumbá por parte do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul. O assunto foi amplamente discutido na sessão ordinária de ontem, segunda-feira, 27, da Câmara Municipal, que contou com as presenças de advogados da região, inclusive do presidente da OAB - 1ª Subseção de Corumbá, Roberto Ajala Lins.
“Ficamos sabendo por vias transversais, que o Juizado Especial Cível e Criminal será desativado em Corumbá, o que será um grande prejuízo não só para os 279 advogados da Comarca, mas para toda a comunidade corumbaense”, afirmou Lins durante uso da tribuna.
A notícia foi ventilada no último final de semana e o presidente da OAB levou o assunto ao conhecimento dos vereadores que, de imediato, já se colocaram à disposição para iniciar uma grande mobilização para tentar reverter a situação e manter o Juizado Especial em pleno funcionamento.
“A união é importante. Teremos sérios prejuízos com a saída do Juizado Especial da nossa Comarca. Por isso estamos buscando mobilizar toda a classe política e a comunidade de uma forma geral, para juntos, sensibilizar o Poder Judiciário e reverter essa decisão”, reforçou.
O presidente da Câmara, vereador Roberto Façanha, de imediato, colocou-se à disposição e, junto aos demais pares da casa, vão se engajar nesta luta, para uma grande mobilização junto ao TJMS, para alterar o quadro. “Logo que tomei conhecimento da notícia, entrei em contato com o deputado estadual Evander que, de imediato, informou que vai marcar uma reunião com o presidente do TJMS, para tratar da questão”, informou.
O vereador Tadeu Vieira também demonstrou preocupação. Ele lembrou da intensa mobilização para conseguir fazer com que Corumbá se tornasse Entrância Especial, e que será preciso nova e intensa mobilização, para evitar a desativação.
Bira por sua vez, citou que o prejuízo não será apenas para a classe dos advogados, mas para a comunidade de uma forma geral. Ele sugeriu inclusive o encaminhamento de um ofício ao presidente do Tribunal de Justiça, contrário a esta decisão, além de mobilizar os deputados estaduais, federais e senadores.
Roberto Lins informou ainda que a notícia da desativação veio logo após recomendação da necessidade de se instalar em Corumbá, uma Vara do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, diante da alta incidência na região. Além disso, explicou que a luta é pela criação da 3ª Vara Criminal, além de uma Vara de Infância e Juventude.
Leia Também
MS reforça segurança prisional com novos equipamentos tecnológicos
STF confirma regras para responsabilizar big techs por conteúdo ilegal
Conserto emergencial pode afetar abastecimento de água em Ladário
Adolescente fica ferido após colisão entre carro e bicicleta sem freio em Corumbá
Quarta-feira de manhã nublada e tarde com previsão de sol em Corumbá e Ladário
Funcionários da Embrapa farão paralisação nacional nesta quarta-feira (17)
Bolsa Atleta confirma 304 beneficiados e libera apoio em agosto
Homem é encontrado inconsciente e com múltiplas lesões em Corumbá
Bombeiros percorrem o Pantanal para socorrer peão após queda de cavalo