Documento servirá como ferramenta para gestão das águas e implementação de ações para recuperação
(Leandro Oliveira)
A Região Hidrográfica do Paraguai dará em 2018 um passo grande em sua recuperação. Após três anos de estudos, a área que corresponde à porção brasileira da Bacia do Paraguai, onde estão o Pantanal e boa parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, recebeu em maio uma importante ferramenta de gestão. O documento traz o diagnóstico, perspectivas e diretrizes para os instrumentos de gestão, bem como metas, ações e um programa de investimentos, a ser conduzido pelo poder público e acompanhado pela sociedade civil. Os investimentos previstos somam aproximadamente R$ 83 milhões.
A ferramenta é o Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica do Paraguai (PRH Paraguai), elaborado pela Agência Nacional de Águas (ANA), já aprovado pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). Na próxima terça-feira, dia 15, o documento será apresentado em um encontro que reunirá representantes do Governo Federal, Estado e Prefeituras dos municípios localizados na Bacia. O evento ocorrerá entre 18h30 e 20h30, no Auditório do IMASUL (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, MS. O endereço é: Rua Desembargador Leão Neto do Carmo s/n - Parque dos Poderes.
No encontro, será apresentado o processo de construção participativa do PRH Paraguai, além dos resultados alcançados e as estratégias para viabilizar a sua implementação. No ano passado, centenas de pessoas, entre empresários, representantes comunitários, do poder público e de universidades estiveram presentes em reuniões públicas e oficinas regionais, organizadas em cidades do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Boa parte das soluções encontradas para a Região Hidrográfica, da gestão de recursos hídricos à mediação de conflitos, foi discutida nesses eventos.
Sobre a ANA e o PRH Paraguai
O PRH Paraguai se constitui em importante subsídio para a tomada de decisões rumo à sustentabilidade hídrica da Região Hidrográfica do Paraguai. Fornece uma visão integrada dos seus recursos hídricos e fortalece a atuação contínua e articulada dos diversos atores envolvidos. Assim, passa a ser um instrumento fomentador da gestão dos recursos hídricos de forma efetiva, garantindo o seu uso múltiplo, racional e sustentável, em benefício das gerações presentes e futuras. (Informações do Imasul)
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