2018-01-08-photo-00000137
Manifestantes enfrentaram chuva mas, esstão resistindo às medidas do governo. Foto: Sylma Lima/Capital do PantanalMesmo espancados e sujeitos a bombas de gás e balas no final de dezembro, médicos bolivianos cumpriram promessa de não se intimidar a violência bolivariana do governo Evo Morales. Ganharam de novo as ruas da fronteira entre Corumbá, Brasil; e Puerto Quijarro, Bolívia; com cartazes e gritos de palavras de ordem, contra a convocação de estrangeiros para ocupar seus lugares, com vantagens que não são oferecidas aos nacionais bolivianos.
Na oportunidade atual, porém, há ingrediente novo. Uma alteração nas leis penais proíbe manifestações, o que o movimento dos médicos também rechaça, por ameaça ao direito de ir e vir e de expressão.
'Viralizou' no wats app fotos de Evo quando era líder de protestos na Bolívia, como esta em que ele aparece ferido.Há menos de 15 dias, o cenário de violência motivou o fechamento da carreteira formando filas quilométricas de veículos, impedindo o tráfego entre Puerto Suarez a Santa Cruz de La Sierra. E hoje, mesmo aqueles arrependidos por terem votado no que chamam de ‘velho cocaleiro’, não conseguem tirá-lo do poder em que se perpetua por meio de artifícios que dissimulam o regime duro em democracia.
Na manifestação de agora, a Oposição ocupou a Assembléia do país e se considera em greve de fome, até que o presidente recue da decisão ou negocie com os líderes do movimento.
Ao fechamento da matéria veio à informação de que o governo boliviano mandou deletar os vídeos sobre o movimento que estavam sendo publicados pelo jornal ‘El Deber’, o principal do país.
Os médicos bolivianos, ao contrário dos brasileiros que aceitaram os cubanos trazidos por Dilma Rousseff goela abaixo, afirmam que não vão ceder.
Dessa vez a fronteira não foi fechada. Mas, há equipes de choque da guarda de Evo Morales posicionadas para circunscrever o movimento ao menor espaço possível, ou no aguardo da ordem de dissolver a manifestação com o mesmo vigor praticado no ato anterior.
Médicos mobilizaram a cidade ocupando as ruas numa marcha contra a ditadura cubana. Foto: Sylma Lima/Capital do Pantanal
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