Quinta-feira, 18 de Junho de 2026
Investigação

Dono de gráfica e ex secretário estadual são presos na operação "Lama Asfáltica"

11 mai 2017 - 05h07   atualizado em 03/03/2026 às 09h18

Sylma Lima

Dono de gráfica e ex secretário estadual são presos na operação "Lama Asfáltica" Ex secretário foi preso nesta manhã. trata-se de prisão preventiva podendo ser solto a qualquer momento (CGnews)

De acordo com informações do Ministério Público Estadual coordenadas pela Gaeco, foram expedidos 44 mandados de busca e apreensão entre prisão preventiva e coercitiva para serem cumpridos ainda hoje no estado. A  quarta fase da operação, desencadeada nesta manhã de quinta-feira,11,busca cumprir entre os mandados em Campo Grande,  mais quatro cidades de MS e outros dois estados. São investigados fraudes em licitações, superfaturamentos em obras públicas e pagamento de propinas que desviaram valor estimado em R$ 150 milhões.

A Operação Lama Asfáltica foi deflagrada no dia 9 de julho de 2015, neste período, pelo menos 15 pessoas foram para cadeia e soltas posteriormente. Durantes as investigações já foram feitos bloqueios judiciais na conta do ex governador André Puccinelli na ordem de R$ 43 milhões em 2015. Na época o André lamentou o episódio afirmando que todo gestor sai chamuscado da vida pública e que encerraria sua carreira política. Entretanto, nesta manhã foi encaminhado coercitivamente para prestar depoimento na sede da polícia federal, que optou por colocar tornozeleira eletrônica para ‘rastrear’ os passos do ex governador. O filho de Puccinelli, o advogado e professor universitário André Puccinelli Junior também será ouvido.

Segundo nota da polícia federal também ficou confirmado,  o envolvimento de servidores públicos e a tentativa de lavagem de dinheiro, com a obtenção de benefícios e isenções fiscais. A Lama Asfáltica investiga o desviou recursos públicos em licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrupção de agentes públicos. “ Os recursos desviados passaram por processos de ocultação da origem, resultando na configuração do delito de lavagem de dinheiro” , diz nota da PF. A assessoria do ex governador preferiu não comentar o caso até que tudo tenha sido esclarecido.

Segundo apurou o site de notícias Campo Grande News André Cance, ex-secretário-adjunto da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda) e o dono da gráfica Alvorada, Micherd Jafar Junior, foram presos nesta quinta-feira (11), na quarta fase da Operação Lama Asfáltica, chamada de Máquinas de Lama. Às 10 horas, será dada uma coletiva de imprensa wm Campo Grande para explicar os detalhes da operação. Nesta manhã, são cumpridos 44 mandados entre prisões, condução coercitiva – quando a pessoa a obrigada a depor -, busca e apreensão em quatro cidades de MS e outro dois estados.

 

Lama asfáltica

 

No dia 22 de dezembro de 2014, a PF (Polícia Federal) interceptou ligação entre André Cance, que foi secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Fazenda, e o então governador André Puccinelli. No diálogo, ele menciona que precisa falar com Cance para “que amanhã tenha uma boa alvorada”.

Em seguida, Cance liga para Micherd Jafar Junior, dono da Gráfica Alvorada, e marca um encontro imediato.A suposição é de que o encontro teve por finalidade o recebimento de propina. No dia 26 de dezembro, em novo telefonema, Puccinelli lembra Cance de levar documentos e especificou que tinha “mais os outros da gráfica também”.

Cance responde que já conseguiu o da gráfica e se é para levar também. No dia 29 de dezembro, a conversa entre o empresário João Amorim e Cance seria, conforme a a investigação, sobre repasse de valor recebido na Gráfica Alvorada.

Os áudios constam na primeira fase da Lama Asfáltica, realizada em 9 de julho de 2015. Ate então, a gráfica era apontada como fonte de pagamento de propina e elo entre o ex-governador e um esquema de desvio de dinheiro público.

A preferência do governo estadual pela gráfica se intensificou no quarto trimestre de 2014, no fim do mandato de Puccinelli.

Máquinas de Lama - Ainda de acordo com a Polícia, a nova fase foi desencadeada depois de investigação em provas colhidas em fases anteriores. As fraudes em licitações, superfaturamentos em obras públicas e pagamento de propinas desviaram valor estimado em R$ 150 milhões.

A quarta fase foi intitulada Máquinas de Lama, pois de acordo com a Polícia Federal, os valores de propina pagos eram justificados com o aluguel de máquinas, geralmente com o único propósito de justificar os pagamentos. (Último bloco informações do Cgnews)

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