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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor 15 (IPCA-15), uma prévia do IPCA – a inflação oficial –, começa o ano com elevação de preços, ao fechar janeiro em 0,31%, alta de 0,12 ponto percentual acima da taxa de 0,19% de dezembro do ano passado. É a taxa mais baixa para meses de janeiro desde 1994, quando foi criado o Plano Real.
Mesmo com a alta entre dezembro e janeiro, o IPCA-15 fechou o primeiro mês do ano com a taxa acumulada nos últimos 12 meses de 0,64 ponto percentual, abaixo do acumulado no mesmo período imediatamente anterior, que foi de 6,58%.
Os dados relativos ao IPCA-15 foram divulgados hoje (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de janeiro de 2016 havia registrado alta de 0,92%.
Alimentação e Bebidas
O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável pela alta de 0,31% no primeiro mês do ano. O índice subiu 0,46 ponto percentual em relação à alta de dezembro (de -0,18% para 0,28%).
A alta de preços desse grupo em dezembro ocorreu depois de quatro meses consecutivos de deflação (inflação negativa): -0,01% em setembro; -0,25%, em outubro; menos 0,06%, em novembro; e -0,18%, em dezembro.
O IBGE ressalta, porém, o fato de que, isoladamente, a gasolina foi o item com o maior impacto sobre o IPCA-15 de janeiro, ao contribuir com 0,1 ponto percentual para a alta de 0,31%. O preço do litro do combustível subiu, em média, 2,43%, refletindo nas bombas o reajuste de 8,1% autorizado pela Petrobras nas refinarias, desde 6 de dezembro.
Regiões Metropolitanas
Em quatro das principais regiões metropolitanas do país a alta do IPCA-15 foi superior, em janeiro, à média nacional de 0,31%. São Paulo registrou a mesma taxa de variação. Salvador teve o maior aumento do país, com inflação de 0,63%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos, que subiram 1,05%. Em Brasília, a alta foi de 0,57%, em Fortaleza, de 0,53%, e em Belo Horizonte, de 0,4%.
Entre as seis regiões metropolitanas que fecharam janeiro com IPCA-15 menor do que a média nacional de 0,31%, a menor taxa foi registrada em Porto Alegre (0,03%), influenciada por dois itens: energia elétrica (-5,3%) e alimentação fora de casa (-1,08%). No Rio de Janeiro, a taxa variou 0,3%, em Curitiba, 0,27%, e em Porto Alegre, 0,03%, a segunda menor do país.
O IPCA-15 tem praticamente a mesma metodologia de pesquisa do IPCA (a inflação oficial), só que os preços são coletados na segunda metade do mês anterior e na primeira do mês de referência.
O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Porto Alegre, Belo Horizonte, do Recife, de São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
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