Marcos Vinícios chora de dor na escola. Foto: Capital do PantanalClaudiany Santana Figueiredo, mãe de M.V., de seis anos, espera há mais de cinco anos por uma cirurgia de glaucoma do menor desde o nascimento. Ocorre que seu filho nasceu sem a íris do olho esquerdo e a recomendação médica foi de cirurgia imediatamente, mas como a mãe não teve como pagar pelo procedimento, e após centenas de tentativas de conseguir pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a mulher entrou na justiça e mesmo tendo ganho a causa foi várias vezes para Campo Grande (CG) com a decisão judicial em mãos, mas os médicos não operam a criança. Devido a esse descaso o menor perdeu a visão esquerda.
Segundo a professora da escola Fernando de Barros que denunciou o caso ao Capital do Pantanal, ela não aguenta mais ver a criança chorando por causa da dor nos olhos, visivelmente salientes, “é o seguinte: esse menino tem 5 anos, foi diagnosticado com glaucoma desde os 11 meses pelo dr. Paulo aqui em Corumbá. Foi encaminhado para CG. Até hoje não foi feito nada, a mãe já entrou na justiça aqui, e ganhou a causa. Mas infelizmente ela é pobre, desinformada, leiga. Nada se fez. Ela vai todos os meses em CG e os oftalmologistas tem medo de operar, todo mês apresentam uma desculpa e passam para outro médico. Ninguém faz nada pelo inocente, nem aqui e nem lá”
A professora indignada explicou que o problema do menor é chocante, “o olho é saltado, ele sente dor, não enxerga mais desse lado. Hoje ele chorava porque esqueceu o caderno, e chegou de Campo Grande ontem, com mais um NÃO. Ele está abatido, triste, não conversa com os amigos, tem vergonha, só anda de cabeça baixa! É de cortar o coração! Se você vir ele pessoalmente, você chora, é muita tristeza, estou aqui desde o início do ano e tenho acompanhado esse descaso em relação a essa criança. Hoje perguntei para mãe dele se podia pôr na mídia isso e ela autorizou. Pediu pelo amor de Deus alguém me ajuda!”, esse foi o relato da professora que pediu para não ser identificada, “não quero aparecer, apenas que a justiça seja feita e sei eu você é a única pessoa que pode fazer isso”.
Em contato com a mãe do menino Claudiany, disse que não sabe mais o que fazer, “vou retornar ao Fórum novamente, porque nem a sentença de multa pelo descumprimento da decisão judicial faz os médicos operarem meu filho”. A mãe explica que todos os dias observa o sofrimento do filho, que passa suas horas em ambientes escuros e deitado, por não suportar a claridade e as dores na cabeça.
Uma nova ida para a capital está prevista ainda neste mês de outubro, mas segundo a Claudiany, ainda não entraram em contato agendando a data porque o médico que irá atender seu filho está participando de um congresso.
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