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Com 57,5% da rede bancária do país paralisada, os bancários entram hoje (28) no 23° dia de greve da categoria, que aderiu ao movimento no dia 6 de setembro. São quase 13.500 agências de portas fechadas no Brasil. Está já é a terceira mais longa desde os registros de 2004, quando a greve durou 30 dias, no ano anterior, em 2013, ocorreu a segunda mais longa com 24 dias. Ontem (27), houve uma nova reunião entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Bancários, onde foi proposto que o novo acordo tenha validade de 24 meses e não apenas 12 como ocorre nos últimos anos.
O Comando Nacional dos Bancos afirmou que a proposta deve contemplar emprego, saúde, vales, creche, piso, igualdade de oportunidades e segurança. Do outro lado, os representantes sindicais, que se mantem resistentes, ressaltam que a novo modelo sugerido pode ser uma boa alternativa, desde que seja benéfico para os bancários. Segundo veiculado no site do sindicato da categoria, Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, a orientação é que a categoria resista a pressão e continue forte em todo o país.
Hoje (28) pela manhã a Fenaban se reuni com os bancos e, as 14 horas, acontece uma nova reunião com o Comando Nacional em continuidade a negociação.
Uma nova reunião entre as partes acontece hoje às 14 horas. Foto: CDPOs trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real, considerando inflação de 9,31%; participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários acrescidos de R$ 8.317,90; piso no valor do salário mínimo do Dieese (R$ 3.940,24), e vales alimentação, refeição, e auxílio-creche no valor do salário mínimo nacional (R$ 880). Também é pedido décimo quarto salário, fim das metas abusivas e do assédio moral.
Atualmente, os bancários recebem um piso de R$ 1.976,10 (R$ 2.669,45 no caso dos funcionários que trabalham no caixa ou tesouraria). A regra básica da participação nos lucros e resultados é 90% do salário acrescido de R$ 2.021,79 e parcela adicional de 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, podendo chegar a até R$ 4. 043,58. O auxílio-refeição é de R$ 29,64 por dia.
A proposta dos bancos, apresentada no último dia 9, foi de um reajuste de 7% para os salários e benefícios, somado a um abono de R$ 3.300 a ser pago em até dez dias após a assinatura do acordo. O reajuste seria aplicado também no PLR.
De acordo com balanço do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região (Sindicário), 151 unidades bancárias estão sem atendimento na capital e região. Em Corumbá, todas aderiam a greve e o cidadão utiliza de alternativas de atendimento em caixas eletrônicos, internet ou ainda os serviços de correspondentes financeiros existente em Casas Lotéricas, Correios e em loja produtos para casa.
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