Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026
Economia

Mercado reduz previsão da inflação para 4,46%, abaixo do teto da meta

17 nov 2025 - 08h06   atualizado em 03/03/2026 às 09h34

Gesiane S. Lourenço

Mercado reduz previsão da inflação para 4,46%, abaixo do teto da meta Estimativa para o PIB é 2,16% este ano. (Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo)

Após a divulgação da inflação de outubro, a menor para o mês em quase 30 anos, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - considerado a inflação oficial do país - passou de 4,55% para 4,46% este ano. Com isso, a estimativa alcançou o intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central (BC).

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

A estimativa está no boletim Focus desta segunda-feira (17), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação permaneceu em 4,2%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.

A redução na conta de luz puxou a inflação oficial para baixo e fez o IPCA fechar outubro em 0,09%, o menor para o mês desde 1998, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Em setembro, o índice havia marcado 0,48%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.

Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,68%, a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%. No entanto, ainda acima do teto da meta do CMN.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros - a Selic - definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela terceira vez seguida, na última reunião, no início deste mês.

No entanto, o colegiado não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”.

Em nota, o BC informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais.

Já no Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão alto por bastante tempo.

A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 2,16%.

Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,78%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,88% e 2%, respectivamente.

Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.

Leia Também

Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional
Economia

Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional

Inflação oficial de agosto fecha em -0,32%, menor taxa em quatro anos
Economia

Inflação oficial de agosto fecha em -0,32%, menor taxa em quatro anos

Indústria de MS alcança maior produção de carne bovina da história
Economia

Indústria de MS alcança maior produção de carne bovina da história

Indústria abre mais de 10 mil vagas e lidera geração de empregos formais em MS
Economia

Indústria abre mais de 10 mil vagas e lidera geração de empregos formais em MS

Prefeitura de Corumbá prorroga prazo para regularização de dívidas por mais 30 dias
Economia

Prefeitura de Corumbá prorroga prazo para regularização de dívidas por mais 30 dias

Azul confirma continuidade de voo direto entre Corumbá e Campinas
Economia

Azul confirma continuidade de voo direto entre Corumbá e Campinas

Celulose se consolida como nova locomotiva da indústria de MS
Economia

Celulose se consolida como nova locomotiva da indústria de MS

Servidores Municipais têm até 30 de setembro para entregar declaração de bens
Economia

Servidores Municipais têm até 30 de setembro para entregar declaração de bens

Quinta parcela do IPTU 2026 vence dia 10 de setembro em Corumbá
Economia

Quinta parcela do IPTU 2026 vence dia 10 de setembro em Corumbá

Corumbá tem 53 vagas de emprego disponíveis na Casa do Trabalhador
Oportunidade

Corumbá tem 53 vagas de emprego disponíveis na Casa do Trabalhador

Mais Lidas

PM fecha barbearia usada como depósito de drogas em Corumbá
Polícia

PM fecha barbearia usada como depósito de drogas em Corumbá

Academia Patrícia Gonzalez conquista 10 prêmios internacionais na Argentina
Cultura

Academia Patrícia Gonzalez conquista 10 prêmios internacionais na Argentina

Nova pesquisa Ranking avalia intenção de voto para deputado estadual em MS
Eleições 2026

Nova pesquisa Ranking avalia intenção de voto para deputado estadual em MS

Nova pesquisa Ranking mostra disputa acirrada para deputado federal em MS
Eleições 2026

Nova pesquisa Ranking mostra disputa acirrada para deputado federal em MS