Apesar da queda, estado segue com o 5º maior rebanho do Brasil, destacando-se pela produção de carne de qualidade.
(Foto: Ketlen Gomes)
O rebanho bovino de Mato Grosso do Sul registrou uma redução de 0,8% em 2024, somando 18.744.820 animais, conforme dados da PPM (Pesquisa da Pecuária Municipal) divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (18). Esse recuo reflete uma retomada da tendência de diminuição observada entre 2016 e 2022, após o auge de 2015, quando o estado contou com 21,3 milhões de bovinos.
Embora tenha apresentado essa queda, Mato Grosso do Sul mantém-se como o quinto maior rebanho do Brasil, representando 7,9% do total nacional. O estado fica atrás apenas de Mato Grosso, que lidera com 32,9 milhões de bovinos, ou 13,8% do efetivo nacional. O IBGE também destacou que, no cenário nacional, o rebanho bovino apresentou um decréscimo de 0,2% em 2024, mas a produção de carne continuou em alta, alcançando o segundo maior volume da série histórica, ficando atrás apenas do recorde de 2023.
O levantamento revelou que o abate de bovinos no Brasil em 2024 alcançou 39,7 milhões de animais sob inspeção sanitária, o maior número já registrado. A pesquisa também apontou um aumento no abate de fêmeas e de animais jovens, como novilhas, evidenciando uma tendência de renovação do rebanho e uma produção mais voltada para carnes de maior padrão de qualidade.
No contexto municipal, Corumbá continua sendo o município com o segundo maior rebanho do país, com 2,2 milhões de bovinos, correspondendo a 11,7% do total estadual. Outros municípios do estado também figuram entre os maiores do Brasil, como Aquidauana (11º), Ribas do Rio Pardo (14º) e Porto Murtinho (23º). No topo do ranking nacional está São Félix do Xingu, no Pará, com 2,5 milhões de cabeças, representando 10% do rebanho do estado.
O histórico do rebanho de Mato Grosso do Sul mostra uma tendência de declínio gradual nos últimos anos. Em 2013, o estado possuía 21 milhões de bovinos e ocupava a quarta posição no ranking nacional, mas perdeu essa posição em 2019 e desde então se mantém em quinto lugar. De 2013 a 2024, o rebanho caiu mais de 2 milhões de cabeças, o que reflete não apenas os ajustes do mercado, mas também mudanças no uso da terra para pastagens e outros fatores econômicos e ambientais.

A PPM do IBGE é a principal fonte de dados sobre a pecuária no Brasil, fornecendo informações sobre o número de animais, a produção de produtos de origem animal e os valores econômicos gerados pelo setor. A pesquisa é baseada em entrevistas com produtores, técnicos e entidades públicas e privadas, além de órgãos de fiscalização e comercialização do setor agropecuário.
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