Cultura, território e sustentabilidade unidos pelo Pontão Moinho Cultural.
(Foto: Divulgação/Moinho Cultural)
O Pontão de Cultura Moinho Cultural – Unindo Pontos tem expandido nos últimos meses uma atuação estratégica que integra cultura, território e justiça climática em Mato Grosso do Sul. Por meio de formações, encontros, apresentações artísticas e mobilizações, o Pontão reforça seu papel dentro da rede Cultura Viva e agora marca presença nacional na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em maio.
Entre os destaques recentes está o espetáculo “Guadakan”, apresentado em Campo Grande durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS). O evento reuniu cerca de 200 pessoas, incluindo participantes internacionais, oferecendo uma leitura sensível do Pantanal através da música e da dança, conectando arte, território e consciência ambiental.
Durante o evento, o Pontão entregou notebooks aos Pontos de Cultura que compõem o comitê gestor em Mato Grosso do Sul, fortalecendo a atuação de iniciativas como o Grupo Vozes Especiais, a Sociedade Comunitária Gibiteca, a Fundação Nelito Câmara, o Circo do Mato e o Grupo TEZ.
O espetáculo “Guadakan” ganha projeção nacional ao integrar a programação da COP15, consolidando um percurso que já passou por diferentes estados e ampliando a presença do grupo no cenário cultural brasileiro. Essa visibilidade também se reflete na participação em espaços internacionais, reforçando a dimensão e o alcance do trabalho desenvolvido.
O espetáculo será uma das atrações do Pontão na Teia Nacional dos Pontos de Cultura, ampliando a visibilidade do trabalho local. “Levamos um espetáculo e, junto com ele, um modo de pensar e viver a cultura a partir do território, onde arte, educação e meio ambiente caminham juntos. Estar na Teia Nacional é compartilhar essa construção coletiva que nasce aqui, mas dialoga com todo o Brasil inteiro”, afirma Mônica Macedo, diretora executiva do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano.
Além da programação artística, o Pontão tem investido em formação e articulação intersetorial. Um exemplo é a série de 13 seminários, incluindo o “Diálogos sobre Diversidade e Inclusão”, realizado em março, que reuniu especialistas, pesquisadores e agentes públicos para discutir acessibilidade cultural, territórios de fronteira e combate à violência contra a mulher.
A iniciativa destacou a importância da integração entre poder público, universidades, sociedade civil e terceiro setor para construir políticas culturais mais efetivas e enraizadas nos territórios. O evento contou com participação da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) e de nomes como Vânia Alecrim, fortalecendo o debate sobre políticas públicas e sua aplicação prática.
Construção coletiva
A II Teia Estadual, realizada em janeiro em Corumbá, também foi um marco de escuta e articulação, reunindo Pontos e Pontões de Cultura, representantes do Ministério da Cultura, mestres e mestras da cultura popular, povos originários, comunidades tradicionais, pesquisadores e agentes culturais. O encontro gerou encaminhamentos estruturantes ao Ministério da Cultura, reforçando a necessidade de políticas mais acessíveis e conectadas às realidades locais e de fronteira.
Território e sustentabilidade na prática
O Pontão tem avançado em educação ambiental e sustentabilidade, com iniciativas como hortas educativas em Corumbá, desenvolvidas em parceria com o Ponto de Cultura de Ladário Movimento 72 / Meu Quintal Maior que o Mundo, na região de fronteira.
Cultura viva em movimento
No período recente, o Pontão também participou de encontros estaduais, fóruns, mobilizações e atividades culturais que fortaleceram a rede Cultura Viva no Centro-Oeste, promovendo intercâmbio entre territórios e circulação de experiências.
Essas ações reafirmam o Pontão como articulador de rede, espaço de formação e agente de incidência política, conectando práticas locais a debates nacionais e internacionais. Com essa trajetória, o Pontão Moinho Cultural chega à Teia Nacional com 21 anos de história, marcada pela integração entre arte, formação e política pública.
“A participação no encontro nacional reafirma a Cultura Viva como uma política construída a partir dos territórios, é algo que vem de dentro, da terra pisada, do nosso chão! Por isso, tem que ser vista e vivida assim, com a participação ativa de quem faz cultura do lado de cá e também do lado de lá e de todos os cantos do Brasil, só assim essa rede conseguirá renascer e se fortalecer”, afirma Márcia Rolon.
*Com informações da assessoria de comunicação do Moinho Cultural.
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