Escola transformou a história quilombola em espetáculo de luxo, emoção e resistência na avenida.
(Foto: Capital do Pantanal)
A Mocidade Independente da Nova Corumbá foi a última agremiação a cruzar a Passarela do Samba, encerrando o segundo dia de desfiles em Corumbá com um espetáculo de forte impacto visual, organização técnica e leitura clara do enredo.
Levando para a avenida o tema “Mocidade grita forte: Salve Tereza, Rainha do Quilombo, A Voz da Liberdade”, a escola contou em forma de samba a trajetória de resistência, liderança e ancestralidade negra, transformando momentos históricos em cenas grandiosas por meio de alas simbólicas e alegorias de grande porte.
Alas luxuosas traduziram ancestralidade e resistência em tecidos e pedrarias. Foto: Capital do PantanalCom cerca de 780 componentes distribuídos em 18 alas, além de quatro carros alegóricos e tripés, a Mocidade apresentou fantasias luxuosas, ricas em brilho, tecidos trabalhados e elementos que remetiam à cultura africana e quilombola. A evolução seguiu compacta e envolvente, com a comunidade cantando forte do início ao fim do percurso.
O conjunto visual, desenvolvido pelo carnavalesco Val Araújo, apostou em cores intensas, esculturas expressivas e composição cênica bem organizada, garantindo fluidez narrativa ao desfile. A bateria manteve o ritmo pulsante, sustentando o entusiasmo do público ao longo da apresentação.
Carol Castelo brilhou na avenida com fantasia vermelha vibrante. Foto: Capital do PantanalO enredo homenageou a líder quilombola Tereza de Benguela, destacando sua força política, o Quilombo do Quariterê e o protagonismo da mulher negra na luta por liberdade. A cada setor, a história ganhava novos contornos visuais, reforçando a mensagem de resistência e identidade.
Com imponência estética, harmonia consistente e forte resposta popular, a Mocidade fechou o segundo dia de Carnaval sob aplausos, deixando a Passarela do Samba em clima de celebração e emoção.
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