Blocos levaram identidade pantaneira e viagem no tempo à passarela do samba.
(Foto: Capital do Pantanal)
Seguindo a sequência do desfile dos blocos oficiais, duas agremiações de diferentes extremos da cidade protagonizaram apresentações marcantes, unindo inovação estética, narrativas simbólicas e muita animação na passarela do samba. Com propostas distintas, Arthur Marinho e Bola Preta mostraram a diversidade criativa do carnaval corumbaense.
Arthur Marinho: A onça guardiã do Pantanal
Representando um dos extremos da cidade, o bloco Arthur Marinho levou para a avenida o enredo “A Onça Guardiã”, em um desfile que exaltou a força da natureza pantaneira e a simbologia da onça como guardiã desse bioma único.
O desfile trouxe movimento das águas e riqueza cultural do bioma. Foto: Capital do PantanalCom cerca de 700 componentes, a agremiação apresentou uma narrativa visual que destacou o movimento das águas, elemento vital que dita o ritmo da vida no Pantanal. O abadá representa o pulso das cheias e vazantes, enquanto a figura da onça surgiu como símbolo de proteção, força e equilíbrio do ecossistema.
O bloco também inovou ao introduzir o uso de bermudas padronizadas na bateria e nas alas, trazendo um visual moderno e uniforme que deu ainda mais identidade ao conjunto. A evolução foi marcada por organização e impacto visual, reforçando a ideia do Pantanal como um coração pulsante, vivo e em constante transformação. O resultado foi um desfile forte, vibrante e carregado de significado ambiental e cultural.
Bola Preta: Uma viagem no tempo entre passado, presente e futuro
Na sequência, o bloco apresentou um enredo futurista que levou o público a uma verdadeira viagem no tempo. A proposta foi atravessar diferentes épocas para celebrar o passado, valorizar o presente e projetar o futuro do carnaval e da cultura popular.
Bola Preta apostou em um enredo futurista e nostálgico na passarela do samba. Foto: Capital do PantanalCom forte apelo nostálgico, o desfile resgatou memórias afetivas de gerações, ao mesmo tempo em que incorporou elementos contemporâneos e imaginários futuristas. As alas representaram fases históricas, tradições culturais e sonhos de inovação, criando uma narrativa dinâmica e envolvente.
Alas representaram passado, presente e futuro em uma viagem no tempo carnavalesca. Foto: Capital do PantanalA harmonia do canto coletivo, aliada à alegria contagiante dos componentes, transformou a apresentação em um grande espetáculo de celebração da cultura e da história carnavalesca. O Bola Preta mostrou que tradição e modernidade podem caminhar juntas, oferecendo ao público um desfile alegre, reflexivo e cheio de simbolismo sobre o tempo e a memória cultural de Corumbá.
Receba as notícias no seu Whatsapp. Clique aqui para seguir o Canal do Capital do Pantanal.
Leia Também
Hasteamento da bandeira e desfile marcam o 7 de Setembro em Corumbá
Bailarinos do Moinho Cultural desembarcam em Campo Grande para o Festival United Dance
“Les Garçons” coloca Corumbá na Mostra Nacional do Sesc
Desfile atrai grande público em celebração aos 248 anos de Ladário
Música corumbaense ganha espaço fora da cidade
Pérola do Pantanal celebra 248 anos com desfile, show nacional e Festa do Peixe
Amistoso da Diversidade chega à 23ª edição em Corumbá
FIB termina com 100 mil pessoas em Bonito
Confira os destaques da semana na coluna Pantanal em Revista