Em quatro capítulo, série será exibida semanalmente nas redes sociais do Comando Militar do Oeste e da 18ª Brigada de Infantaria de Pantanal.
(Foto: Divulgação/Exército Brasileiro)
Ao longo deste mês de agosto, o Comando Militar do Oeste (CMO) irá divulgar em suas redes sociais, assim como nas redes da 18ª Brigada de Infantaria de Pantanal, quatro vídeos semanais em homenagem aos 250 do Forte Coimbra, celebrado neste ano de 2025.
Em quatro episódios, os vídeos irão abordar as histórias fascinantes do Forte de Coimbra, monumento de história viva, que guarda memórias de batalhas épicas e de momentos que marcaram soberania brasileira. As lendas e curiosidades, que atravessaram gerações, também será tema do documentário, assim como a restauração do Forte.
O Forte de Coimbra, localizado em Corumbá, foi tombado como Patrimônio Cultural do Brasil, pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1974 e, atualmente está em processo de candidatura para se tornar Patrimônio Mundial da UNESCO.
O Forte de Coimbra foi construído em 13 de setembro de 1775, e teve um papel estratégico na defesa do país. Projetada pelo coronel engenheiro Ricardo Franco de Almeida, a edificação naquela região do Rio Paraguai tinha por objetivo conquistar maior domínio sobre a navegação. O Forte presenciou algumas batalhas, a principal delas foi o início da Guerra da Tríplice Aliança, quando o primeiro ato da guerra é a invasão do Forte Coimbra pelas tropas inimigas.
“Quando o engenheiro militar Ricardo Franco chegou para uma missão na região, ele observou um Forte de madeira na beira do rio. E ele relata isso para seu superior, sugerindo uma construção em pedra. Então, ele volta para o Rio de Janeiro, e é designado como comandante de Coimbra, para projetar toda a estrutura. Ele se utilizou, principalmente, da pedra daquela morraria e do cal trazido de Corumbá. O Forte combateu sem estar pronto, apenas com as muralhas, sob o comando de Ricardo Franco. A parte interna ainda não estava finalizada," relata a museóloga e primeira tenente Kauanna Lourdes, da Assessoria Cultural do CMO.
O primeiro ataque a Coimbra foi registrado em 1801, sob o comando do governador do Paraguai, Lázaro de Ribera, que com uma expedição de quatro escunas e duas canoas guarnecidas com 600 homens investiu sobre a edificação. O segundo ataque foi em 1864, e nesse momento, o Forte fica sob domínio paraguaio durante quatro anos. No pós-guerra, em 1868, o Forte foi reconstruído pelos brasileiros nos moldes atuais.
Revitalização
O projeto de revitalização do Forte prevê investimento de R$ 19,8 milhões por meio da Lei de Incentivos. O acordo de cooperação entre o CMO (Comando Militar do Oeste) e a APPA – Cultura & Patrimônio (Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes), foi assinado em 13 de março, durante visita do governador Eduardo Riedel ao Forte.
Na restauração do Forte Coimbra estão previstas intervenções na parte estrutural como telhamento, hidráulica e elétrica e de acessibilidade, e ainda salas que contam a sua história, do Mato Grosso do Sul, do Exército Brasileiro, e das pessoas que habitam a comunidade ao entorno.
Além da revitalização do monumento ícone da memória militar e cultural do Brasil, o governo do estado está promovendo a ligação viária entre Corumbá e o Forte Coimbra, o que vai facilitar o acesso à região, impulsionar o turismo cultural e a educação patrimonial. A obra está orçada em R$ 40 milhões.
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