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(Foto: André Lima)
Com a queda das temperaturas e o avanço do inverno, a rede pública de saúde de Mato Grosso do Sul acendeu um sinal de alerta para o aumento das doenças respiratórias. A baixa adesão à imunização contra a gripe preocupa autoridades sanitárias, especialmente diante da circulação mais intensa de vírus neste período.
Dados mais recentes apontam que o Estado registra cobertura vacinal de 43,85% contra a gripe, índice considerado insuficiente para garantir proteção coletiva. O cenário se agrava com o comportamento típico das estações mais frias, quando a permanência prolongada em ambientes fechados facilita a disseminação de agentes infecciosos.
Entre janeiro e 2026, foram notificadas 3.523 ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave com necessidade de hospitalização. No mesmo recorte, foram confirmados 525 casos de Influenza, sendo 378 do tipo A e 147 do tipo B, além de 67 mortes associadas à doença.
A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, reforça que a vacinação segue como principal estratégia de contenção das complicações.
“A vacinação é uma ferramenta fundamental para proteger a população, especialmente neste período de maior circulação de vírus respiratórios. Quanto maior a cobertura vacinal, menor será o impacto das doenças respiratórias nos serviços de saúde e, principalmente, menor o risco de complicações para os grupos mais vulneráveis”, afirma.
Além da proteção individual, a imunização gratuita disponível na rede municipal também reduz a pressão sobre hospitais e unidades de pronto atendimento.
Medidas complementares continuam sendo recomendadas, como higienização frequente das mãos, ventilação de ambientes e uso de máscara em caso de sintomas gripais.
A gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Maziero, destaca que a combinação de cuidados é decisiva neste período.
“Com a chegada do frio, é comum que as pessoas permaneçam mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, o que favorece a transmissão de vírus respiratórios. Por isso, além de se vacinar, é importante adotar cuidados simples, como higienizar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados e evitar contato próximo quando houver sintomas gripais. Essas medidas ajudam a proteger não apenas quem as adota, mas toda a comunidade”, explica.
Em paralelo, municípios têm ampliado estratégias para elevar a cobertura vacinal, como busca ativa de não vacinados, ações extramuros e campanhas em escolas e instituições de longa permanência.
Entre os melhores desempenhos estão Japorã (75,09%), Vicentina (71,70%) e Jateí (64,88%). Apesar dos avanços pontuais, a maior parte das cidades ainda não atingiu a meta recomendada pelas autoridades de saúde.
A orientação é que a população procure a unidade mais próxima para se vacinar e evitar complicações decorrentes da gripe, especialmente em um cenário de alta circulação viral.
Confira o boletim:
Boletim Epidemiológico Influenza - 2026.22
*Com informações da assessoria de comunicação da SES.
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