Equipamentos multimídia de telessaúde já instalados em unidade básica de saúde.
(Foto: Divulgação/PMC)
A Prefeitura de Corumbá está expandindo os investimentos em telessaúde como estratégia principal para mitigar a escassez de médicos especialistas e descentralizar o atendimento médico. O anúncio foi feito pelo próprio prefeito, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, durante entrevista ao Grupo Pantanal de Comunicação. Segundo o chefe do Executivo, a medida ocorre após uma reorganização interna da rede municipal e prioriza a implantação do teleatendimento diretamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos bairros.
O prefeito destacou que a escassez de profissionais de alta complexidade é um desafio nacional e afeta diretamente a demanda local. A intenção da administração municipal é encurtar as filas de espera integrando a tecnologia digital à rotina de atendimentos da Atenção Básica de Corumbá.
“A dificuldade hoje para conseguir especialistas é muito grande. Às vezes, falamos de neuropediatra, endocrinologista, reumatologista. Não conseguimos profissionais suficientes no mercado. A saída encontrada no Brasil inteiro é a telessaúde”, pontuou o Dr. Gabriel.
Consulta Compartilhada e Capacitação
O modelo de atendimento adotado funcionará de forma integrada no próprio posto de saúde do bairro do paciente, evitando deslocamentos rodoviários para outras cidades polo do Estado. A dinâmica técnica do programa baseia-se no acompanhamento presencial simultâneo do médico clínico geral da UBS, com conexão por videochamada com o médico especialista de forma remota. Com o trabalho conjunto, diagnósticos leves e moderados são definidos de maneira imediata na própria unidade de origem. O programa prevê ainda a capacitação contínua da equipe local por meio do intercâmbio de conhecimento.
“O médico que acompanha o caso aprende junto com o especialista. Isso fortalece a saúde do município. Casos mais leves podem ser resolvidos pela telessaúde, desafogando a agenda do especialista para os pacientes mais graves”, detalhou o prefeito.
Quebra de Resistência ao Modelo Virtual
O Dr. Gabriel também abordou as barreiras culturais para a consolidação definitiva do sistema eletrônico na fronteira. Ele defendeu a necessidade de romper com a resistência ao modelo remoto de atendimento, mencionando que parte do corpo profissional de saúde ainda demonstra reservas éticas ou técnicas em relação às ferramentas digitais.
Apesar do ceticismo corporativo inicial, o Executivo aposta em uma aceitação massiva por parte dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) locais à medida que as consultas virtuais forem agendadas. “Quando as pessoas começarem a usar, vão perceber a diferença”, concluiu.
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