Profissional de saúde realiza procedimento durante atendimento médico.
(Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo)
Mato Grosso do Sul segue há sete anos sem registrar casos confirmados de hantavirose, mas mantém o monitoramento ativo após a notificação de um caso suspeito em investigação em Campo Grande. A SES (Secretaria de Estado de Saúde) divulgou uma nota informativa reforçando os protocolos de vigilância, prevenção e atendimento relacionados à doença, transmitida principalmente pelo contato com partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.
Segundo informações repassadas à secretaria, o paciente procurou atendimento inicialmente com suspeita de leptospirose. Como os sintomas podem ser semelhantes aos de outras doenças, o protocolo prevê exames complementares para descartar ou confirmar hantavirose.
Mesmo sem confirmações desde 2019, o Estado afirma manter equipes e protocolos preparados para situações envolvendo doenças com potencial impacto à saúde pública.
“Mato Grosso do Sul possui protocolos alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde, com ações integradas de vigilância epidemiológica, monitoramento laboratorial, capacitação das equipes de saúde e educação em saúde”, afirma.
A hantavirose está entre as doenças monitoradas pelo plano estadual de contingência para desastres provocados por chuvas intensas. O acompanhamento inclui ações integradas entre vigilância epidemiológica, laboratórios e unidades de saúde.
Dados do Ministério da Saúde apontam que os maiores registros da doença estão concentrados nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, principalmente em áreas rurais e ligadas à atividade agrícola. Trabalhadores rurais e pessoas que fazem limpeza de silos, depósitos, galpões e locais fechados estão entre os grupos mais vulneráveis à exposição.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, dor abdominal, cansaço intenso, náuseas e vômitos. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar e cardiovascular, exigindo atendimento médico imediato.
Entre as orientações preventivas estão evitar o acúmulo de lixo e entulho, armazenar grãos e rações em recipientes fechados, vedar frestas em casas e depósitos e ventilar ambientes fechados por pelo menos 30 minutos antes da limpeza. A recomendação também é não varrer locais com sinais de roedores, utilizando pano úmido e solução desinfetante para reduzir o risco de partículas contaminadas no ar.
Em atividades com maior risco de exposição, a orientação é utilizar equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas, avental e óculos de proteção.
*Com informações da Agência de Noticias do Governo de MS.
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