Frascos da da vacina contra gripe.
(Foto: Walterson Rosa/MS)
Uma dúvida comum entre os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) é o motivo pelo qual algumas doses de vacina são descartadas nas unidades de saúde. Embora pareça desperdício, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) esclarece que esse procedimento é, na verdade, uma norma rígida de segurança do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para garantir a saúde da população.
A maioria dos imunizantes é distribuída em frascos multidoses (um único frasco com várias aplicações). Uma vez aberto, o frasco tem um tempo de vida útil muito curto — que pode ser de apenas algumas horas. Se as doses não forem utilizadas dentro desse prazo específico e sob temperatura rigorosa (entre 2°C e 8°C), elas perdem a estabilidade e a eficácia, precisando ser descartadas.
De acordo com a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, o sistema é planejado para reduzir desperdícios, mas a prioridade é sempre o cidadão. "Muitas vezes, abrimos um frasco para atender uma única pessoa, mesmo sabendo que nem todas as doses poderão ser utilizadas. Isso faz parte da estratégia para ampliar a cobertura vacinal", explica.Diferença entre perdas aceitáveis e evitáveis:
As perdas técnicas são previstas pelo Ministério da Saúde devido à natureza dos frascos multidoses e à necessidade de garantir o acesso imediato à vacina. Já as perdas evitáveis, aquelas relacionadas a falhas humanas, falta de energia ou erros de manuseio. Estas são monitoradas rigorosamente e combatidas através de capacitação contínua das equipes de saúde.
A participação da comunidade é fundamental para otimizar o uso das doses. Ao manter a carteira de vacinação em dia e procurar as unidades de saúde regularmente, o cidadão ajuda na organização das equipes e no melhor aproveitamento dos frascos abertos. O foco do SUS permanece inalterado: assegurar que cada brasileiro receba uma vacina segura, potente e oportuna.
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