Terça-feira, 19 de Maio de 2026
Política Internacional

"Vou reconstruir a Bolívia", diz Tuto Quiroga

22 mar 2025 - 11h21   atualizado em 03/03/2026 às 09h30

Gesiane Sousa

"Vou reconstruir a Bolívia", diz Tuto Quiroga Tuto foi ovacionado pelo povo em Mutum e Puerto Suárez. (Foto: Capital do Pantanal)

Candidato à presidência da República da Bolívia pelo partido Libre, Tuto Quiroga, que já ocupou o cargo de vice-presidente daquele país em 2002, esteve neste sábado, 22 de março, visitando as cidades bolivianas que fazem fronteira com o Brasil. Tuto esteve em Mutum e depois em Puerto Suárez, onde foi recepcionado pelos fazendeiros do Sindicato, pelo empresário Branco Marinkovic e o pelo pecuarista Turco Aguilera. Tuto foi carregado nos braços do povo.

Durante seu discurso, Tuto desse que quer tirar o estigma da Bolívia conhecido como país de traficante e de corruptos.  Ele disse que o país foi destruído nos últimos 20 anos por gestores incompetentes e que inclusive teriam liberado o plantio e refino de drogas, “vamos moralizar a Bolívia “, disse ao Capital Do Pantanal.

Quiroga salientou que o país está quebrado economicamente e ele vai ter que reconstruir tudo novamente, com investimentos pesados na saúde, educação, infraestrutura e segurança pública. Destacou que a Bolívia esteve à mercê de um governo ditador e autoritário, que destruiu a imagem de um povo que não tem preguiça de trabalhar.

"Nós plantamos soja, arroz e produzimos carne de primeira qualidade. Além disso exportamos o gás através do gasoduto e temos riquezas como de Mutum, cuja empresa Jindal também faliu. Teremos a obrigação de fazer um novo trabalho para exportar mais nossas riquezas do que importar insumos como vem ocorrendo atualmente", explicou o candidato da direita conservadora que vai ter como principal oponente o ex-presidente Evo Morales , caso a justiça autorize sua candidatura.

É importante lembrar que, de acordo com uma decisão judicial recente, o ex-presidente Evo Morales não poderá concorrer à presidência em 2025, devido a uma restrição constitucional que proíbe a reeleição indefinida. Mas, assim como no Brasil aconteceu com o presidente Lula, na Bolívia também pode acontecer com o ex-presidente Evo, por isso, há chance dele concorrer nestas eleições. 

À esquerda, Tuto com Turco Aguilera. À direita, Tuto com Sylma Lima e Branko Marinkovic. Foto: Capital do Pantanal 

Tuto vai ter a responsabilidade de reconstruir um país que está quebrado, onde a pobreza assusta, assim como o desemprego. Hoje a Bolívia importa tudo e as filas para aquisição de combustíveis são quilométricas. A inflação é assustadora. As riquezas que o país possui não são exploradas e o mal gerenciamento acabou até mesmo com autoestima e o espírito de civilidade do povo boliviano. 

Apesar de ser da direita conservadora ele vem com ideias novas e vontade de resgatar o sentimento de patriotismo do povo boliviano. Para encerrar seu discurso ele relembrou uma frase célebre do africano Nelson Mandela: “tudo parece impossível, até que você faz". Quanto aos recursos para investimentos em todos os setores públicos ele disse que vai buscar através do Fundo Monetário Internacional.

A situação da Bolívia hoje é marcada por uma instabilidade política que vem se arrastando desde junho de 2024, quando houve uma tentativa de golpe de Estado frustrada. Esse episódio reacendeu memórias de sua histórica instabilidade política e colocou em evidência as tensões internas do país.

A situação política do país está intimamente ligada às figuras emblemáticas como Evo Morales e Luiz Arce, cujas trajetórias políticas refletem as complexidades da Bolívia. A tentativa de golpe de Estado é apenas um dos muitos desafios que o país enfrenta, incluindo questões econômicas, sociais e ambientais.

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