Brasileiro sendo conduzido pela Policia Boliviana.
(Foto: Reprodução)
Uma ação coordenada de cooperação internacional entre a Interpol Bolívia e a Polícia Federal brasileira culminou na transferência do brasileiro Gustavo Rosa dos Santos para as autoridades nacionais nesta quinta-feira, 21 de maio. Apontado como foragido do sistema judiciário brasileiro, ele possuía mandados de prisão em aberto pelos crimes de homicídio e tráfico de drogas. O procedimento de extradição foi formalizado na cidade boliviana de Puerto Quijarro, região estratégica que faz limite territorial com o município de Corumbá.
De acordo com relatórios oficiais das forças de segurança do país vizinho, o suspeito vinha cumprindo uma pena privativa de liberdade na penitenciária de Palmasola. Naquela unidade, ele permaneceu detido pelo período exato de dois anos, três meses e 20 dias, em decorrência de condenações por porte ilegal de arma de fogo e associação criminosa. A reviravolta no caso ocorreu no momento da expedição de seu mandado de soltura pela infração local, quando o cruzamento de dados de inteligência acusou a existência de duas ordens de captura internacionais vigentes emitidas pela Justiça do Brasil.
O diretor da Interpol no departamento de Santa Cruz, Ramón Darío Arauz, detalhou em entrevista concedida ao jornal boliviano EL DEBER que a repatriação compulsória do indivíduo foi amparada legalmente pelos critérios da Lei nº 370 da legislação boliviana. A normativa confere o poder de expulsão sumária de cidadãos estrangeiros cujos antecedentes criminais ou condutas configurem uma ameaça concreta à ordem pública e à segurança interna do Estado Plurinacional da Bolívia. Diante da fundamentação legal, a ordem de transferência imediata foi chancelada sem óbices burocráticos.
A operação de deslocamento e entrega do custodiado demandou uma forte mobilização tática, envolvendo escolta armada perimetral e o apoio mútuo de contingentes policiais de ambos os países fronteiriços. Todo o fluxo operacional respeitou os parâmetros diplomáticos acordados em tratados internacionais para crimes de fronteira. Com a consolidação da custódia em solo brasileiro, o suspeito foi recolhido ao sistema penitenciário nacional, onde permanecerá recluso enquanto responde judicialmente pelas acusações que motivaram a sua busca internacional.
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