Imagens mostram Alcides entrando no imóvel com a arma em punho.
(Foto: Reprodução de vídeo)
A linha de investigação sobre a morte do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, ganhou novos contornos após a análise das câmeras de segurança da residência no Jardim dos Estados. Segundo o delegado Danilo Mansur, responsável pelo caso, a tese de legítima defesa apresentada pelo ex-prefeito Alcides Bernal está "quase descartada", dependendo agora apenas da confirmação dos laudos periciais.
Os registros detalham a dinâmica do crime ocorrido na última terça-feira. As imagens mostram que Bernal chegou ao imóvel às 13h44min20s, após ser alertado por uma empresa de monitoramento. Apenas 17 segundos após entrar na casa, o ex-prefeito efetuou o primeiro disparo, atingindo o quadril da vítima.
O "Vácuo" de 13 Segundos
O ponto central que fragiliza a defesa é o tempo entre os tiros. Depoimentos indicam que o segundo disparo, que atingiu a região da costela de Mazzini, ocorreu entre 5 a 7 segundos após o primeiro. "Isso já demonstra que não houve legítima defesa. Se confirmar essa suspeita, não houve o uso moderado dos meios", analisa o delegado Mansur.
Há ainda um período de 13 segundos em que Bernal entra em um ponto cego das câmeras, logo após o primeiro tiro. É nesse intervalo que a polícia acredita ter ocorrido o disparo fatal, possivelmente após o chaveiro, que acompanhava o fiscal, já ter fugido do local por medo.
Situação da Arma e da Custódia
Até o momento, a defesa de Alcides Bernal não apresentou à Polícia Civil o registro de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador) ou a documentação do revólver calibre .38 utilizado no homicídio. A investigação também descartou, por ora, a hipótese de crime premeditado ou de que o autor tenha agido sob "violenta emoção".
Contraponto da Defesa
Apesar das imagens e da análise da Polícia Civil, o advogado de Bernal, Wilton Acosta, sustenta que os vídeos corroboram a versão do ex-prefeito. "A versão de legítima defesa é mantida. As imagens demonstram a dinâmica do acontecido", afirmou a defesa, que ainda não ingressou com pedido de habeas corpus.
Bernal segue custodiado em uma sala especial no Batalhão da Polícia Militar. Os próximos passos da investigação incluem a análise dos áudios do sistema de monitoramento e a conclusão da perícia técnica no local do crime. *Com informações do Correio do Estado.
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