Cinco viaturas dos Bombeiros foram mobilizadas para apagar o incêndio de grande proporção que criou pânico nos moradores do centro.
(Foto: Reprodução/Vídeo CBMMS)
O incêndio que destruiu dois ônibus de turismo estacionados na rua Antônio João, entre a Joaquim Murtinho e a Cabral, na noite desta segunda-feira, 28 de julho, pode ser criminoso. O indício vêm a partir da fala de um dos motoristas dos veículos atingidos. De acordo com apurações, o homem de 35 anos, teria visto duas pessoas correndo, uma delas com um galão na mão. Ele foi o primeiro a se deparar com as chamas após se ausentar por um breve momento para lanchar.
Veículos foram rapidamente destruídos pelo fogo. Foto: ReproduçãoDe acordo com informações oficiais divulgadas pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta terça-feira, 29 de julho, o incêndio considerado de grande proporção não causou feridos, somente o motorista, o mesmo que afirma ter avistado duas pessoas correndo com um galão, precisou de atendimento médico. Devido a situação de alta tensão, o homem sofreu taquicardia e chegou a desmaiar.
Os Bombeiros foram acionados por volta das 21h30 de ontem. Cinco viaturas e 10 militares se foram mobilizados para apagar o fogo que rapidamente destruiu os dois veículos. A grande quantidade de materiais inflamáveis como espuma dos bancos, plásticos, revestimentos e combustíveis fizeram as chamas se propagarem aceleradamente, além disso o vento forte que atingiu a cidade na noite de ontem também foi um fator potencial para a intensificação do incêndio.
Uma grande cortina de fumaça dificultou o trabalho dos militares e explosões provocaram pânico nos moradores da localidade. Os Bombeiros detalham que a queima de baterias, circuitos elétricos e gás refrigerante do sistema de ar refrigerado dos veículos liberaram gases tóxicos que deixaram o ar no local pesado para a respiração humana.
Parte do combustível dos ônibus chegou a vazar, escorrendo pelo meio fio, o que gerou grande preocupação nos militares, porém felizmente, as bocas de lobo impediram que o material altamente inflamável atingisse maior distância. As chamas chegaram a ultrapassar o muro da Escola Estadual João Leite de Barros, que estava fechada no momento.
A operação que somou combate, resfriamento e rescaldo utilizou cerca de 30 mil litros de água e durou aproximadamente 1h e 30 minutos. Além dos Bombeiros, a Polícia Militar, a Agetrat (Agência Municipal de Trânsito) e a Polícia Civil também estiveram no local.
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