Suspeito confessou o crime após ser localizado pela PM em Dourados, horas depois do assassinato.
(Foto: Leandro Holsbach)
Alfredo Henrique Oruê dos Santos, de 21 anos, foi encontrado pela polícia na manhã desta sexta-feira (4) dormindo em uma boca de fumo no bairro Jóquei Clube, região leste de Dourados, a cerca de 80 quilômetros do local onde, horas antes, matou a própria mãe com cinco facadas.
"A perícia foi acionada e identificou pelo menos 5 facadas, sendo a derradeira na jugular. Ele teria se aproveitado do fato de o pai estar viajando a trabalho", diz nota da Polícia Civil.
Após o crime, Alfredo fugiu de Glória de Dourados levando o carro da família, um Renault Logan. Quando foi localizado por equipes da Polícia Militar, acabou detido e encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados. Ao chegar na unidade policial, confessou o assassinato diante de repórteres que acompanhavam a prisão.
A vítima, Michelly Rios Midon Oruê, de 47 anos, foi achada morta por familiares na noite de quinta-feira (3). Ela estava caída no quintal da residência, no Centro de Glória de Dourados. Parentes e amigos decidiram ir até a casa depois de perceberem que Michelly não respondia às ligações. Ao chegarem, se depararam com a cena do crime. O marido da vítima estava fora da cidade a trabalho. Segundo testemunhas, Michelly estava sozinha com o filho, que já havia apresentado episódios de agressividade quando usava drogas.
Michelly era natural de Corumbá e havia morado em Sidrolândia com outros parentes. De acordo com a família, ela se mudou para Glória de Dourados em busca de melhor acompanhamento para o filho, diagnosticado com esquizofrenia. “Ela mudou por conta dele. Em Sidrolândia, ele tentou contra a própria vida e ficou internado 15 dias. Depois foram embora para tentar um tratamento”, contou a irmã da vítima, a empresária Adriana Oruê.
Michelly era lembrada pelo jeito generoso e pela determinação diante das dificuldades. “Ela era uma irmã alegre, sempre fazia tudo por nós. Lutou muito pela família. Aqui em Sidrolândia era muito querida. Sempre disposta a ajudar todo mundo”, relembra Adriana, com a voz embargada.
O último contato entre as duas ocorreu na terça-feira, dois dias antes do assassinato. “Falei com ela. Disse que estava tudo bem, que ia levar ele no médico. Não sei se voltou a usar droga...”, desabafa Adriana. A Polícia Civil segue investigando o que motivou o crime.
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