Moradores da comunidade do Castelo, a cerca de 80 km da área urbana de Corumbá, continuam enfrentando dificuldades de deslocamento devido a formação de baceiros e camalotes nas águas do rio Paraguai. Em matéria veiculada pelo Capital do Pantanal em 05 de janeiro, uma das residentes na região, Lisiane de Souza, relatou que a vegetação está muito densa e que ninguém consegue ultrapassá-la.
Desde então, a redação busca contato com órgãos responsáveis que possam solucionar o problema das famílias no local. Em contato com o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), a assessoria de comunicação afirmou que tem "conhecimento das intervenções mencionadas" e esclareceu que, "conforme análise técnica preliminar, não há, do ponto de vista ambiental, impedimento para a realização da abertura citada, desde que sejam observadas as normas legais e os procedimentos técnicos aplicáveis."
O Imasul ressaltou ainda que "a execução da referida ação não é de sua competência direta, podendo estar sob a responsabilidade de outros órgãos, como a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (AGESUL), a AHIPAR – Administração Hidroviária do Paraguai, vinculada ao Governo Federal, ou ainda da Marinha do Brasil, conforme a natureza da intervenção".
Em contato com o escritório da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) em Corumbá, o engenheiro Luiz Mário Anache, afirmou que o órgão tem conhecimento do problema recorrente na região, mas que não dispõe da embarcação necessária para realizar a ação.
"Esse é um problema que sempre ocorre, infelizmente. Em gestão anterior, o na época secretário Edson Giroto, por meio de intervenção do Ministério Público Estadual, enviou uma diligência do Corpo de Bombeiros para fazer a desobstrução no trecho", declarou o engenheiro.
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Acesso à região foi fechado nesta semana devido ao acúmulo de vegetações aquáticas no rio Paraguai. (Foto: Capital do Pantanal)


