Moradores da Comunidade do Castelo, situada a cerca de 80 km do município de Corumbá, estão novamente enfrentando dificuldades de locomoção no rio Paraguai. Famílias residentes estão isoladas, devido a formação de baceiros e camalores, que nesta última semana fechou o acesso à região pelo leito do rio.
Assista vídeo enviado por moradora da região.
As plantas aquáticas são firmes e pesadas, elas acabam se juntando e formando um grande tapete verde, que impede a navegação. O problema é recorrente e o nível de gravidade piora de acordo com a cheia, quando a água não tem força para deslocar a vegetação, elas se acumulam e fecham a passagem, sendo necessária a utilização de uma embarcação específica, que corta os baceiros e liberam a navegação.
Moradores da Comunidade entraram em contato com a redação do Capital do Panatanl e relataram sobre a dificuldade que estão enfrentando.
"Esse barco pesado, que consegue arrebentar os baceiros, é do Governo, estamos esperando que eles enviem logo porque estamos isolados, ninguém consegue passar pelos camalotes", disse Lisiane de Souza.
Atualmente, o Rio Paraguai em Corumbá está em fase de vazante (baixa), com o nível das águas bem abaixo da média histórica de cheias, embora haja uma recuperação gradual em comparação com o ano anterior, e sem alerta de cheias rigorosas como as de 2023 ou 2018.
A medição do nível do rio Paraguai, coordenada pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), registra 0,78 metros na régua de Ladário e 1,78 metros em Porto Murtinho.
Em julho de 2019, quando a cheia foi considerada fraca, os camalotes também isolaram os moradores da região do Castelo. Pecuaristas e produtores enfrentaram grandes obastáculos para transportar suas produções.
O Capital do Pantanal aguarda contato com o Imasul para entender as medidas a serem adotadas para resolver a situação no Castelo.
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Acesso à região foi fechado nesta última semana devido ao acúmulo de vegetações aquáticas no rio Paraguai. (Foto: Capital do Pantanal)

