Órgão cobra informações de órgãos de fiscalização e alerta população sobre sinais de intoxicação e compra segura.
(Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu investigação para apurar riscos ao consumidor relacionados à venda de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. A medida foi tomada pela 43ª Promotoria de Justiça de Campo Grande diante do aumento de casos graves de intoxicação no Brasil, que já resultaram em pelo menos cinco mortes em estados como São Paulo e Pernambuco.
O metanol é altamente tóxico: mesmo em pequenas doses pode causar cegueira irreversível e até a morte. Para aprofundar a apuração, o MP enviou ofícios a órgãos de fiscalização, como a Superintendência Federal de Agricultura, Procon, Decon e Secretarias de Saúde estadual e municipal, além de entidades como a Abrasel e a Associação de Supermercados. O prazo para resposta é de dez dias. A ideia é promover ações conjuntas de prevenção e discutir medidas com representantes do setor.
Até agora, não há registro de fornecedores específicos ligados à comercialização ilegal da substância, mas a investigação segue em andamento.
Como identificar riscos e se proteger
O MPMS reforça cuidados básicos para evitar o consumo de bebidas contaminadas.
Sintomas de intoxicação após consumo:
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Dor de cabeça intensa
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Náuseas e vômitos
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Alterações na visão, que podem evoluir para cegueira
Na hora da compra:
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Verifique o lacre e a vedação da garrafa
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Confira rótulo e contrarrótulo (fabricante, endereço, registro e idioma)
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Compare cores e tipografia com a marca original
Desconfie de:
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Rótulo rasurado ou amassado
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Garrafa riscada
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Embalagem de má qualidade
Se houver suspeita de adulteração, a recomendação é não consumir, guardar a embalagem e denunciar. As denúncias podem ser feitas diretamente ao MPMS, pelo telefone 127 ou pelo site ouvidoria.mpms.mp.br.
*Com informações da Ascom do MPMS.
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