Chicão Vianna, secretário de Desenvolvimento Econômico de Corumbá.
(Foto: Ascom)
Em Corumbá, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Sustentável, Luis Francisco de Almeida Vianna, o Chicão Vianna, se vê no centro de um caso que coloca em xeque sua imagem de moralidade pública. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) acionou o político, pedindo o ressarcimento de R$ 77.469,92 aos cofres municipais.
A investigação aponta que Chicão, enquanto vereador licenciado, utilizou verbas indenizatórias de forma questionável, apresentando notas fiscais genéricas e sem identificação clara de veículos. Entre elas, chama atenção a compra de "diesel marítimo" — 27,07 litros, além de grandes quantidades de diesel comum, mesmo sem possuir qualquer embarcação registrada.
A defesa do secretário, que é a mesma consultoria jurídica que atuava em seu gabinete, argumentou que o combustível teria abastecido embarcações simples para atendimento a ribeirinhos em áreas do Pantanal de difícil acesso. O MPMS, porém, considerou a justificativa uma forma de clientelismo e apontou possível enriquecimento ilícito.
Patrimônio que não cresce
Além da questão do combustível, analistas políticos destacam a estagnação patrimonial de Chicão. Apesar de anos em cargos públicos, o secretário declarou possuir apenas R$ 80 mil em um terreno, sem registros de outros bens ou crescimento financeiro compatível com seus vencimentos. Para especialistas, a discrepância levanta suspeitas sobre ocultação de patrimônio ou falta de gestão financeira pessoal.
O esquema do diesel fantasma na Câmara
O caso de Chicão se insere em um escândalo maior na Câmara Municipal de Corumbá entre 2017 e 2019, investigado pelo GAECO e pela 5ª Promotoria de Justiça. O MPMS acionou 18 pessoas, incluindo vereadores e ex-vereadores, com pedidos de ressarcimento que superam R$ 813 mil.
Relatórios apontam inconsistências como quilometragens impossíveis, alguns parlamentares teriam precisado percorrer mais de 400 km por dia para justificar o combustível adquirido, precisando abastecer seus veículos várias vezes em apenas 24 horas.*Com informações do Correio do Estado.
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