Incêndio no Pantanal teria sido realizado sem licença ambiental.
(Foto: Foto ilustrativa/Arquivo)
Inquérito Civil instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça de Corumbá foi publicado na edição desta segunda-feira, 09 de junho, do Diário Oficial desta do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), para investigar um incêndio, praticado sem autorização ambiental, que destruiu 6.458 hectares na fazenda Anacã do Corixão II, localizada no Pantanal de Corumbá.
Desde o ano passado, o Governo do Estado adotou a queima prescrita e a controlada, como uma forma de prevenir incêndio na área rural. A queima prescrita já é instrumento utilizado no ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade) em Mato Grosso e outros estados do Norte, sendo aplicada em parques e unidades de conservação no Cerrado e na Amazônia.
Neste caso, é o Estado quem mapeia, por meio de sistema de satélite, os locais onde há conjunto de resíduos de origem animal ou vegetal, que potencializa a ocorrência de queimadas. Na controlada, o pedido é feito pelas propriedades rurais, sendo avaliado e autorizado pelo governo estadual, por meio do Imasul (Instituto Estadual de Meio Ambiente).
Segundo a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), o Estado tem aproximadamente 80 mil propriedades rurais e, destas, 3,5 mil estão no Pantanal.
Ainda no ano passado, o presidente da federação, Marcelo Bertoni, informou que no bioma, há 140 propriedades identificadas que irão passar pela queimada prescrita. *Com dados divulgados pelo CG News.
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